segunda-feira, 1 de abril de 2013

Caixa impõe a clientes do ‘Minha Casa’ gastos sem relação com o financiamento habitacional





A Caixa Econômica Federal vem submetendo a clientela pobre do ‘Minha Casa, Minha Vida’ a uma ilegalidade. Vincula a concessão de financiamentos habitacionais à aquisição de produtos e serviços bancários. Chamado no mercado de “venda casada”, o procedimento viola o artigo 39 do Código do Consumidor.
Em ação judicial protocolada no Espírito Santo, o Ministério Público Federal informa: a exigência de abertura de conta corrente e compra de produtos bancários –seguros e títulos de capitalização, por exemplo— tornou-se “prática institucionalizada” na Caixa. Ocorre em todo o país. É tão disseminada que já resultou na abertura de 150 “procedimentos administrativos” da Procuradoria para apurar o que se passa.
No caso capixaba, a encrenca evoluiu do estágio administrativo para a fase judicial. Chama-se André Pimentel Filho o signatário da ação civil pública. Ele é procurador Regional dos Direitos do Cidadão. Sustenta em sua petição que a Caixa se vale da condição de “líder absoluta” do mercado de crédito habitacional para constranger os consumidores a contratar serviços bancários que não lhes interessam.
“Como o consumidor precisa de crédito, vira presa fácil para insinuações de que seu crédito será facilitado pela abertura de conta-corrente, ou que a análise da viabilidade da operação dependerá da anuência de também contratar determinado seguro”, escreveu o procurador André Pimentel.
Recordou-se na ação que a Caixa não opera um financiamento habitacional trivial. A instituição manuseia recursos de programas que são subsidiados pelo governo. Iniciativas destinadas a promover “inclusão social e regularização fundiária”. No dizer do procurador, é “inadmissível” usar verbas do FGTS e do sistema habitacional para “incrementar” a venda de produtos da Caixa.
O procurador realça, de resto, que a Caixa, “ao promover a venda casada dos produtos de seu portfólio às custas da necessidade, hipossuficiência e desconhecimento dos consumidores, […] atinge sobremaneira o sentimento de confiança que o cidadão mantém na instituição e no próprio Estado, criando ou aumentando nos consumidores uma sensação de insegurança jurídica e desamparo frente a práticas abusivas que corriqueiramente permanecem impunes.”
O Ministério Público pede à Justiça Federal que proíba a Caixa de fazer distinção entre os consumidores correntistas e não-correntistas. Sob pena de pagar multa de R$ 10 mil por consumidor lesado. Embora a ação tenha sido ajuizada no Espírito Santo, a decisão judicial valerá em todo o país. Pede-se também que a Caixa seja condenada a pagar R$ 10 milhões a título de indenização por danos morais coletivos.
Essa não é a primeira ação sobre o tema. Conforme noticiado aqui no mês passado, a Procuradoria da República abriu na cidade mineira de Uberlândia uma ação civil para tentar deter abusos cometidos contra clientes do “Minha Casa, Minha Vida”. Ali, sob as barbas da Caixa, uma construtora exigia dos mutuários do programa habitacional do governo o pagamento de R$ 3 mil. Alegava-se que o dinheiro destinava-se a “cobrir os custos de comercialização”.
Também em Uberlândia, a Procuradoria pilhou a prática da venda casada. Os candidatos a financiamento eram instados a adquirir um título de capitalização da Caixa. Coisa de R$ 500. Responsável por essa ação mineira, o procurador Cleber Eustáquio Neves resumiu a cena assim:
“Pessoas simples e de baixa renda foram forçadas, na maioria das vezes, a adquirir um título de capitalização que nenhuma vantagem lhes traria, em face do reduzidíssimo rendimento, desvirtuando ainda mais o caráter social do programa de que eram beneficiárias.”
Feliciano diz que comissão era 'dominada por Satanás' antes de sua chegada .
DANIEL CARVALHO
DO RECIFE
 
Atualizado às 13h26.
Alvo de protestos contra sua permanência na presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, o deputado federal e pastor evangélico Marco Feliciano (PSC-SP) afirmou que o colegiado era "dominado por Satanás" antes de sua chegada ao posto.
Ex-presidentes da Comissão de Direitos Humanos repudiam declaração de pastor
Crítica do pastor Feliciano à comissão é destaque no Twitter
Feliciano fez as declarações na sexta-feira à noite, durante um culto num ginásio de Passos (348 km de BH), no sul de Minas Gerais. (veja no vídeo abaixo, aos 54")
Ao comentar um protesto contra ele que ocorria do lado de fora, afirmou: "Essa manifestação toda se dá porque, pela primeira vez na história desse Brasil, um pastor cheio de espírito santo conquistou o espaço que até ontem era dominado por Satanás".
Criada em 1995, a comissão já foi presidida por 15 parlamentares antes de Feliciano.
O deputado e pastor vem sendo alvo de protestos desde o dia que foi escolhido por seu partido para presidir o colegiado, no início de março.
Ativistas o acusam de ser homofóbico e racista. Citam declarações e mensagens que ele postou no Twitter. Feliciano diz ser mal interpretado.
A fala sobre Satanás na comissão foi divulgada no YouTube. Na sequência, ele criticou a realização de um seminário sobre "diversidade sexual na primeira infância" feito pelo órgão em 2012. "Eu morro, mas não abandono minha fé", gritou.
O deputado, que se disse "perseguido" e alvo de uma "ditadura", pediu apoio dos fiéis contra os manifestantes. "Se é para gritar, tem um povo que sabe o que é grito. [...] Nós (evangélicos) sabemos qual é o poder da nossa fé."
Feliciano disse ainda que igrejas estão desmarcando participações dele em eventos em razão dos protestos. Ele afirmou que 23 dos 30 compromissos de março foram cancelados.
Editoria de Arte/Folhapress

"A natureza deles é gritar, xingar, falar palavras de ordem. É dar beijos no meio da rua, tirar a roupa. A natureza deles é expor um homem como eu, pai de família, ao ridículo", disse.
O PSC calcula que a repercussão em torno do deputado deverá triplicar os 211 mil votos que ele obteve em 2010.
Feliciano também usou o culto para criticar a mídia ("tendenciosa") e as atrizes Fernanda Montenegro e Camila Amado, que se beijaram na boca na semana passada num ato de repúdio ao pastor.
"Mal sabem elas que não estavam me atormentando. Estavam mostrando ao povo brasileiro --que ainda é um povo família, que respeita o ser humano--, que o que eles lutam não é por direitos, mas é por privilégios."
Procurada ontem pela Folha, a assessoria de Feliciano disse que as declarações foram dadas na função de pastor e no contexto da igreja, e não como parlamentar.



Petição 'Fora Marin' será entregue na CBF por Romário e Ivo Herzog.


A petição "Fora Marin", que pede a saída de José Maria Marin da presidência da CBF, será entregue na próxima segunda-feira na sede da CBF pelo deputado federal Romário (PSB-RJ) e Ivo Herzog, filho de Vladimir Herzog, jornalista torturado e assassinado em 1975 por agentes da ditadura militar nas dependências do DOI-Codi, departamento de operações da ditadura militar.
Marin, deputado na época, é acusado de ter colaborado com a prisão de Herzog, que estava à frente da TV Cultura - era o diretor da emissora. O presidente da CBF usou o próprio site da entidade para se defender das acusações.
- Nós, atletas e ex-atletas, ficamos muito desconfortáveis com esse tipo de situação. Será que merecemos ter à frente do nosso esporte mais querido, mais popular, um esporte que orgulha o nosso povo, uma pessoa suspeita de envolvimento, ainda que indireto, com tortura, assassinato e a supressão da democracia - disse Romário, presidente da Comissão de Turismo e Desporto (CTD) da Câmara dos Deputados, um dia após a manifestação de Marin.
Ivo Herzog ainda entregará cópias da petição - criada por ele e que será encaminhada à CBF no dia do 49º aniversário do golpe militar no Brasil - para as direções dos 20 clubes que disputarão o Campeonato Brasileiro e às 27 federações de futebol do país. Até o momento, mais de 54 mil pessoas assinaram a petição.

Vereador de São Paulo acusado de participar de estupro coletivo

por:

Como se não bastasse a onda de políticos racistas e homofóbicos, agora surge um “homem público” acusado de estupro.
O vereador Douglas Mateus Monari Baptista (PSDB), de 37 anos, da Câmara de Itapetininga, a 170 km de São Paulo, está preso sob acusação de ter participado no estupro coletivo de uma adolescente de 15 anos.
De acordo com a Polícia Civil, o crime ocorreu no último dia 6, quando a menina foi levada para uma chácara, dopada e violentada. A violência sexual foi filmada por um dos participantes.
Em seguida, ainda inconsciente, a vítima foi abandonada num terreno baldio. Ensanguentada, ela foi socorrida por moradores. As informações são do Estadão.
Além do vereador, foram presos Bruno Vinicius Rosinha da Silva, de 18 anos, e o comerciante Sandro César Curcio, de 32. Todos foram levados para o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Tremembé.
Um adolescente de 17 anos que filmou as cenas está recolhido na unidade local da Fundação Casa.
O vereador negou participação no crime. A investigação apurou que Douglas alugou a chácara onde ocorreu o estupro, no bairro Monte Santo, e levou para lá todos os envolvidos, inclusive a garota.
O vereador é acusado de ter embriagado a menor e, assim que o crime começou a ser investigado, ter coagido testemunhas.
A adolescente conhecia alguns dos envolvidos, por isso teria aceitado o convite para ir a um churrasco. Quando percebeu que era a única mulher no local, ela pediu para ir embora, mas não foi atendida.
A adolescente apontou Sandro e Bruno como autores da violência sexual. Ela não sabia que o estupro tinha sido filmado. A polícia encontrou as imagens no celular do adolescente.
A delegada Leila Tardelli, da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), entendeu que todos os acusados tiveram participação no crime. Eles vão responder a processo pelos crimes de estupro de vulnerável e corrupção de menores.
Familiares do vereador disseram que ele não estava no local quando teria ocorrido a violência sexual contra a menor.
Um advogado foi contratado para tentar obter a liberdade provisória do acusado. Os advogados dos outros suspeitos não foram localizados.

Link:
http://blogs.diariodepernambuco.com.br/politica/?p=25753

Fonte: Diario de Pernambuco 2013

Metade dos detentos federais recebe visitas virtuais.


Metade dos presos das penitenciárias federais faz visitas virtuais, conforme levantamento do Departamento Penitenciário Nacional (Depen). Parceria entre o Depen e a Defensoria Pública da União (DPU), a iniciativa permite que detidos nas quatro cadeias federais tenham contato com parentes, cônjuges e amigos, mesmo que a distância, numa tentativa de manter vínculos afetivos e facilitar a ressocialização.
O projeto também serve para a realização de audiências judiciais por videoconferência, que já superam em número as audiências presenciais.

Em 2012, 232 presos de um total de 446 (52%) realizaram 870 visitas, mobilizando 2.215 familiares. A maior parte dos contatos ocorre em Campo Grande e Porto Velho. Estão recolhidos em estabelecimentos federais de segurança máxima presos de alta periculosidade para a segurança pública. Durante a visita virtual, o preso permanece com algemas nos tornozelos, acompanhado por um agente penitenciário - que não deve aparecer nas imagens.

"O projeto da visita virtual humaniza o cumprimento da pena. O deslocamento dos presos federais para Estados diversos dificulta o contato com a família", avalia o defensor público-geral federal, Haman Córdova.

Parte dos cerca de 2.245 estrangeiros presos no Estado de São Paulo pode começar a receber visitas virtuais dos parentes. A Secretaria da Administração Penitenciária está desenvolvendo estudos para que esses presos, a maioria recolhida na Penitenciária de Itaí, no interior do Estado, possa utilizar o Skype para se comunicar com os familiares que residem em diversos países.

Segundo a secretaria, em um primeiro momento, os presos espanhóis devem experimentar o método, tendo em vista entendimentos que avançaram com o Consulado Espanhol em São Paulo. Atualmente, existem 106 espanhóis presos em São Paulo, conforme dados de junho.

Nas demais 155 unidades do sistema paulista, as visitas virtuais não foram implementadas. Segundo a assessoria da secretaria, o motivo é que em todos os fins de semana ocorrem visitas presenciais. As virtuais dos presídios federais se justificariam pela longa distância entre as unidades e o local de residência das famílias dos presos.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Maduro protagoniza polêmica no Twitter com ex-presidente colombiano.

Caracas, 31 mar (EFE).- O presidente interino da Venezuela, Nicolás Maduro, protagonizou neste domingo sua primeira polêmica no Twitter, onde respondeu várias críticas feitas pela mesma rede social pelo ex-governante colombiano Álvaro Uribe.
O ex-chefe de Estado acendeu o pavio na noite de sábado, quando criticou Maduro por classificar a oposição como "herdeiros de (Adolf) Hitler" durante um ato em Barinas, estado natal do falecido presidente Hugo Chávez.
"O cinismo de Maduro não tem limites: Maduro sobe o tom e tacha a oposição de 'herdeiros de Hitler'", escreveu ontem Uribe, e horas depois o governante interino da Venezuela respondeu: "Herdeiros do senhor? É melhor?".
Uribe então enumerou de 1 a 12 seus comentários sobre Maduro, aproveitando os 140 caracteres do Twitter para pronunciar-se sobre o país caribenho e as políticas oficiais.
"Venezuela uma das maiores inflações do mundo"; "uma das piores competitividades do mundo"; "propunha produzir mais de 6 milhões barris de petróleo, produz não mais de 2,5 milhões"; "submetida ao castrismo. Arruinada e sustenta ao comunismo cubano", foram alguns dos comentários do ex-presidente.
A nova resposta de Maduro não demorou a aparecer na rede social: "Nicolás. Nicolás. Nicolás, a obsessão fatal...ha ha ha ha", ironizou o presidente interino da Venezuela.
No último dia 17 de março, Maduro estreou no Twitter tentando seguir a esteira de Chávez, que conseguiu ser o segundo líder político mais seguido do mundo na rede social, atrás apenas do americano Barack Obama.
Chávez, que morreu no último dia 5 de março em consequência de um câncer, chegou a acumular um total de 4.221.646 seguidores.
Uribe (2002-2010) manteve durante seus dois mandatos relações muito tensas com Chávez, que rompeu os laços diplomáticos com a Colômbia em 2009 em represália porque o governo colombiano o acusou na Organização dos Estados Americanos (OEA) de conivência com a guerrilha.
As relações entraram em franco restabelecimento a partir de agosto de 2010, com a posse do atual presidente colombiano, Juan Manuel Santos, antigo correligionário de Uribe, de quem foi ministro da Defesa de 2006 a 2009. EFE

Estilistas Dolce e Gabbana são condenados a pagar R$ 890 mi por sonegação fiscal .
DA ANSA

Os estilistas italianos Domenico Dolce e Stefano Gabbana, fundadores da marca Dolce & Gabbana, terão de pagar uma multa de 343 milhões de euros (R$ 890 milhões) por sonegação fiscal.
Eles podem recorrer da sentença.
A comissão tributária de Milão confirmou a multa que os dois estilistas receberam em 2010 por causa das operações realizadas durante a reestruturação do grupo em 2004, com a criação de duas sociedades em Luxemburgo, a Gabbana Luxembourg e a Gado SRL.
As duas sociedades adquiriram as marcas de propriedade dos estilistas por 360 milhões de euros (R$ 934 milhões), um preço que a Receita italiana considera muito abaixo do valor real.
Daniel Dal Zennaro - 12.jan.2013/Efe.
Domenico Dolce (à dir.) e Stefano Gabbano em desfile de moda na Itália; estilistas foram condenados
Domenico Dolce (à dir.) e Stefano Gabbano em desfile de moda na Itália; estilistas foram condenados.