quinta-feira, 30 de maio de 2013


Paraíba
João Pessoa, 13/05/2013 - 18h47

Ytalo Kubitschek

População é refém da maioridade penal

Jornalista e articulista político. Escreve o que quer, ainda que alguns não queiram. Conservador, democrático, cristão e otimista de plantão. Contato: ytalojr@gmail.com e (83) 8824-9506. Twitter: @YtaloKubitschek. Facebook: Ytalo Júnior.



Dou uma pausa nos bastidores da política para tratar de um tema de extrema urgência e que tem inquietado os cidadãos brasileiros que cumprem suas obrigações e exigem um mínimo de ordem onde vivem.

Fiquei estarrecido com a reportagem que li na edição da revista VEJA deste mês, sob o título 'Os Orfãos da Impunidade', trazendo os detalhes da ação de um menor que sequestrou um ônibus no Rio de Janeiro, rememorando o trágico episódio da ‘Última Parada 174’. Pior, dessa vez o ‘menor infrator’ ainda estuprou uma mulher.

Ele entrou no ônibus, relatam as testemunhas e mostra o vídeo, passou a roleta, anunciou o assalto e pediu, friamente, que os passageiros metessem seus pertences numa bolsa. A tarefa de recolhê-los foi atribuída a uma das vítimas. Mandou todo mundo para a traseira do veículo, escolheu uma mulher, levou-a para o centro do ônibus e executou o estupro, agredindo-a com a arma e ameaçando os demais: se alguém interferisse, ele matava.

Três aninhos para o rapaz. Tem 16 anos. Com 19, estará nas ruas. Pela justiça, não há a menor hipótese de ele continuar recolhido depois dos 21 anos. A mulher estuprada não tem nenhuma proteção da lei. O assaltante-estuprador tem.

O delinquente tem apenas 16 anos e não pode ter seu nome divulgado pela imprensa. A imagem dele, agora, só pode ser publicada desfocada. Menores que assaltam ônibus e estupram mulheres são protegidos pelo Estatuto da Criança e do Adolescente.

No Brasil, um adolescente de 16 anos, mesmo reincidente, que mata de forma hedionda uma pessoa, só pode ser ‘internado’ por no máximo 3 anos. Para crimes que não redundem em morte, aí é que a punição é branda. Fator de encorajamento para qualquer menor predisposto ao crime.

Cerca de 70% das penas impostas para esses adolescentes variam de 30 a 180 dias. Então, o adolescente hoje quando é pego, ele mesmo fala: "Não toque em mim, a lei me protege. Se você fizer algo contra mim, vai ser pior pra você." Isso é o relato de todos os policiais quando prendem um menor. O infrator sabe que a legislação o protege e, com certeza, isso serve realmente de estímulo para prática de crimes. Nós vemos pais usando os filhos para cometerem crimes, do mesmo jeito que os utilizam no sinal para pedir esmolas, pois sabem que, se presos, vão passar, no máximo, alguns meses fora de casa, e, às vezes, é até uma boca a menos na família para sustentar por algum tempo.

Um bandido da pior espécie não pode assumir sua responsabilidade pelo crime que comete antes dos 18 anos, mas pode eleger aqueles que fazem as leis que o beneficia. Não é bonito?

Alguém pode me informar quando uma criança começa a ter noção de certo e do errado?

A lamentável decisão de libertar um dos menores que assassinaram o menino João Hélio em 2007 feriu de morte a credibilidade da justiça e potencializou a mobilização da maioria esmagadora da população brasileira pela redução da maioridade penal.

João Hélio, aos 6 anos de idade, já sabia que roubar um carro era errado. Mas o adolescente psicopata e seus comparsas não sabiam. O menor (maior para votar) ficou sob a proteção do estado e sendo bancado com os impostos que famílias como a de João Hélio, e como a sua, estão pagando.

Talvez por isso, o Brasil sirva de piada para outros países que adotam os direitos humanos. Só que lá, são direcionados as vítimas.

Alguns anos atrás nós éramos jovens, respeitávamos nossos pais, nossos professores e as demais autoridades, podíamos ser punidos por qualquer um desses. Isso não nos traumatizou, nem nos deixou complexados, pelo contrário nos tornou adultos responsáveis e dignos.

Hoje não se pode mais dar uma palmada para corrigir uma criança. Nem os adolescentes. Pois o ECA torna-os intocáveis, por esse motivo o número de marginais nessa faixa etária tem crescido assustadoramente. Ou deixamos de ser hipócritas e abrimos nossos olhos para essa realidade, ou em breve estaremos vivendo em um país onde esses pequenos marginais irá nos acuar dentro de nossas casas.

Para um criminoso a idade não pode ser álibi.

Podíamos mandar essas “crianças” para o berçário do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, ou para ser “coroinhas” na capela do deputado federal Luiz Couto.

E se você acha que o meu discurso é reacionário demais, saiba que os ‘Skinheads’, grupos de filhinhos de papai que costumam agredir e tocar fogo em mendigos e mortos de fome, também estão contemplados pelo beneplácito da maoridade penal.

A conclusão a que se chega, no Brasil, é que o Estatuto da Criança e do Adolescente, com mais de 22 anos de vigência, permite aos menores de 18 anos, ainda que já possam votar e influenciar nos destinos do país, estuprar, matar, torturar, esquartejar e cometer outras barbáries desde que, caso capturados, cumpram o máximo de três anos de internação (21 anos é o limite) em estabelecimento educacional com direito extra-legal a participar de rebeliões, provocar danos ao patrimônio público, além da possibilidade da fuga. Esta é a indulgência plena, concedida a menores, sob a proteção da criminologia (sociológica) da compaixão. "A sociedade os fez assim agora que os aguente”, dizem os doutos sociólogos.

Tramita na Câmara Federal, sob boicote do Ministério da Justiça, um projeto de lei que altera o falido ECA e prevê que menores que cometam crimes hediondos fiquem pelos menos oito anos presos. Ainda tramita no Congresso Nacional uma Proposta de Emenda à Constituição que prevê a mudança na lógica da maioridade penal.

Só para deixar claro: eu não quero “resolver o problema da violência” mantendo na cadeia por oito anos esses menores que cometem crimes hediondos. Eu só quero que gente que comete crime hediondo não tenha a impunidade garantida em lei, seja menor ou não. A sensação de impunidade nos revolta. Quem deve ter o amparo do Estado é a vítima, não o bandido.

Eu só quero que as vítimas, que têm cara, depois de terem um pedaço da sua história roubada pelos bandidos, não tenham também roubado, aí pelo Estado, o seu direito à Justiça. Não é pedir muito.

Indo mais longe

Não é nenhum exagero pensar que todo brasileiro que cometa crime de sangue, seja homicídio, latrocínio ou estupro, deva, imediatamente, perder a maioridade penal sendo colocado à disposição da Justiça, para responder segundo o previsto na lei. E nesses casos, de crimes hediondos, o Brasil aplicaria a “extinção” da maioridade penal. A idade seria apenas uma qualificadora para majorar a pena do meliante.

Na maioria dos países, o limite da maioridade penal para crimes hediondos não extrapola os 14 anos. Por que no Brasil tem que ser 18?

Se o crime não tem idade, por que a punição deve ter?

A decisão sobre a maioridade penal é um direito do povo!

Ytalo Kubitschek



“A lei não pode fazer com que uma pessoa me ame, mas pode evitar que ela me mate.” (Martin Luther King)
Link:


 


EDITORIAL: OS ÓRFÃOS DA IMPUNIDADE

quinta-feira, 9 de maio de 2013


O pagamento do “bolsa-bandido” explodiu nos últimos doze anos e chegou a quase 40.000 famílias; enquanto isso, uma geração de órfãos do crime cresce desassistida no Brasil.

Hoje, quase 40.000 presos brasileiros podem dormir tranquilos em sua cela com a certeza de que sua família está amparada pelo estado. Graças ao estímulo do governo federal, o número de criminosos que requereram e obtiveram o auxílio reclusão aumentou 550% de 2000 a 2012 — uma alta que se deu em um ritmo três vezes maior do que o da população carcerária. Entre os principais auxílios previdenciários, o chamado “bolsa-bandido” é o segundo que mais cresceu nos últimos anos, atrás apenas da ajuda para quem sofreu acidente de trabalho. A média de pagamento por família é de 730 reais mensais, acima do salário mínimo no país, de 678 reais. É correto que alguém que roubou ou matou tenha direito a um benefício desses? As pessoas que ficam desassistidas quando um parente mata alguém são tão vítimas quanto as que choram a perda de um pai de família num assalto? Mais: é sensato usar do mesmo grau de compaixão para com um menino de 19 anos morto na frente de casa por causa de um celular e um rapaz de 17 anos que atirou contra a sua cabeça mas “não sabia o que estava fazendo”? O debate sobre a violência no Brasil atingiu um grau de insensatez capaz de borrar a distinção entre criminosos e vítimas. Para ajudar a restabelecer essa fronteira, a reportagem de VEJA foi a cinco regiões do país ouvir as mais frágeis vítimas dessa situação: os órfãos do crime, crianças e adolescentes que perderam o pai, a mãe ou ambos nas mãos de criminosos.

No Brasil, ao contrário do que acontece em países como França e Estados Unidos, familiares de alguém morto por bandidos não têm direito a nenhum benefício exclusivo, embora possam contar com o auxílio previdenciário genérico da pensão por morte — no valor de 920 reais, recebidos pelos dependentes dos contribuintes da Previdência Social. Já o auxílio-reclusão foi criado com a finalidade específica de proteger as famílias dos criminosos também contribuintes. Ele é fruto de dois conceitos jurídicos. Um deles diz que, diferentemente do que ocorre nas ditaduras, na democracia admitem-se somente penas individuais — ou seja, a família do criminoso não pode pagar pelos erros dele. O outro prevê que, quando o estado, detentor do monopólio da força, tira a liberdade de um provedor de família, deve sustentá-la. Seriam premissas indiscutíveis não fosse o fato de que o estado brasileiro já conta com uma rede de proteção social perfeitamente capaz de amparar uma família pobre que perde seu arrimo, por morte ou outro motivo, sendo a mais notória delas o Bolsa Família. Para especialistas, isso tira o sentido de uma proteção específica para familiares de alguém que violou as regras da sociedade. “Trata-se de uma cota para quem fez o mal”, diz o filósofo Denis Rosenfield.” O estado deveria garantir a segurança, não beneficiar alguém que quebrou essa segurança. Em última instância, a família da vítima ajuda a pagar um benefício à família da pessoa que destruiu a sua.”
As crianças mostradas nesta reportagem perderam seus pais para o crime que mais pavor desperta nas grandes cidades, o latrocínio. É o roubo seguido de morte, e muitas vezes precedido de agressão, quando não tortura — como ocorreu no caso da dentista queimada viva por bandidos por ter apenas 30 reais em sua conta (veja na pág. 92). Em catorze estados brasileiros com estatísticas criminais precisas, o número de latrocínios se mantém estável há alguns anos — de 2007 a 2011 eles têm registrado, juntos, cerca de 1000 por ano. Em São Paulo, o número de latrocínios aumentou 18% na comparação entre o primeiro trimestre deste ano e o do ano passado. A percepção geral é de que os criminosos apertam o gatilho com uma facilidade cada vez maior. Policiais que convivem todos os dias com essas situações e especialistas que estudam o tema têm uma explicação. Segundo eles, a idade média dos bandidos diminuiu — passou dos 20 e poucos anos para menos de 20. Isso significa que hoje há bandidos mais impulsivos e mais inseguros — do tipo que se assusta e atira com mais facilidade do que um criminoso experiente. “Além disso, quanto mais jovens eles são, menor é a maturidade emocional e maior a sua vulnerabilidade a pressões. Querem se impor, e para isso só têm a força”, explica o psicólogo Antonio Serafim, do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Psiquiatria Forense e Psicologia Jurídica, do Hospital das Clínicas de São Paulo. “Derramar um líquido inflamável sobre o corpo das vítimas e ameaçar atear fogo é um recurso comum entre jovens assaltantes de residências”, diz um policial experiente de São Paulo.
O conjunto de ações que pode derrubar os latrocínios é o mesmo que pode provocar uma queda generalizada dos demais delitos. Uma boa iluminação pública e rondas ostensivas da Polícia Militar diminuem a probabilidade de criminosos abordarem a vítima nas ruas. A apreensão de armas de fogo das mãos dos bandidos também reduz as possibilidades de um roubo terminar em morte. Uma investigação policial eficiente é fundamental, à medida que tira de circulação bandidos que poderiam evoluir de batedores de carteira para latrocidas. Finalmente, a condenação a penas severas é o antídoto mais eficaz contra a impunidade — por sua vez, o principal combustível a alimentar o círculo vicioso do crime.
Não existem fórmulas novas. A diferença está no maior ou menor rigor com que elas são aplicadas — e na coragem de tratar como criminosos os que cometem crimes e como vítimas os que de fato o são. As crianças desta reportagem não vão mais à escola de mãos dadas com seus pais, não os terão por perto para assistir à sua primeira comunhão, presenciar suas primeiras vitórias esportivas, comemorar o primeiro emprego, levá-las ao altar quando se casarem nem brincar com seus filhos. Alguém, munido de uma arma e do desejo de roubar, tirou-lhes tudo isso. Não pode haver dúvidas sobre quem são as vítimas.
Fonte: Veja de 06/05/2013
Autores: Laura Diniz e Júlia Carvalho

Oficialmente desmascarada a farsa oportunista de José Maria Marin






Em nenhum momento, nos protocolos que antecederam o amistoso entre Brasil e Bolívia, tocou-se no assunto “morte de Kevin”.
Até porque, como já havia sido adiantado por esse espaço, o objetivo do jogo era outro, contribuir para a difícil situação financeira de ex-jogadores bolivianos dos anos 60.
Cai por terra, oficialmente, a farsa montada por Jose Maria Marin, no intuito de pegar carona na tragédia de Oruro, para aparecer como benemérito.
Fez bem o pai e toda a família do garoto, que ao perceber a manipulação do objetivodo jogo, feita pela CBF, recusou-se a comparecer ao estádio.
Demonstração de dignidade, qualidade desconhecida por Marin.
O jogo

A partida, em si, com vitória do Brasil por quatro a zero, foi uma grande pelada que, devido às circunstâncias, pode ser tratada mais como inconveniente do que uma brincadeira de luxo.
Sem o escudo da altitude os bolivianos são hoje, certamente, uma das piores seleções de todo o mundo.
Logo aos 3 minutos, Leandro Damião abriu o marcador ao receber cruzamento rasteiro pela direita de Jean.
E olha que o Brasil já havia perdido duas oportunidades antes disso.
Uma verdadeira moleza.
Depois de perder mais alguns gols, a Seleção ampliou com Neymar, aos 30 minutos, complementando tabelinha com Ronaldinho Gaucho num leve toque de categoria por cima do goleiro.
Antes o próprio Neymar já havia colocado bola na trave.
Houve tempo ainda para Neymar fazer mais um, aos 42 minutos, após receber bom passe de Jadson.
Felipão tirou Neymar e Leandro Damião, no segundo tempo, para testar Alexandre Pato e Osvaldo.
Dos dois, somente o são-paulino correspondeu.
Já sem a menor vontade de jogar futebol, o Brasil limitou-se a tocar a bola e, vez por outra, assistir a algum ataque desastrado do adversário.
Num deles, aos 28 minutos, Marcelo Moreno entrou pelo costado do ineficiente Andre Santos, sempre uma avenida, mas bateu cruzado, longe do gol.
Ronaldinho Gaucho, apagado, deu lugar ao palmeirense Leandro, aos 32 minutos.
Dória entrou aos 41, saiu Dedé.
Aos 46 minutos, Osvaldo, o melhor em campo, tabelou com Paulinho e Pato, que serviu para o estreante Leandro finalizar o marcador.
E nada mais aconteceu.
Apenas o apito final, terminando com a agonia de torcedores e jornalistas, sonolentos com mais um triste “espetáculo” de futebol.
Dentro e fora das quatro linhas.
*ATUALIZAÇÃO: A Rede Globo mentiu ao dizer que o “um minuto de silêncio” antes da partida foi em homenagem ao garoto Kevin. Na verdade era para o ex-presidente do The Strongest e da Federação Boliviana, Jose Saavedra.

Link:


http://blogdopaulinho.wordpress.com/2013/04/06/oficialmente-desmascarada-a-farsa-oportunista-de-jose-maria-marin/

IstoÉ desmascara a farsa e expõe a chantagem boliviana. E agora, Dilma?


O advogado dos 12 torcedores corinthianos laçados pela polícia boliviana para servirem como bodes expiatórios da morte do jovem Kevin foi sondado pelo tio do pranteado defunto, o também advogado Jorge Ustarez Beltrán: a família se dispunha a reconhecer a inocência dos gaviões engaiolados, ajudando a defesa a desmontar a farsa, mediante o pagamento de 220 mil dólares (cerca de R$ 400 mil).
Como o Corinthians se recusou a ser extorquido e a Gaviões da Fiel não tem como arcar com um resgate tão vultoso, o dr. Sérgio de Moura Ribeiro Marques foi para o tudo ou nada, tornando pública a  proposta indecente. Pois, espertamente, gravara as conversas sem conhecimento do interlocutor. 
A história é contada na matéria de capa da revista IstoÉ desta semana, As provas da chantagem boliviana, e pode ser lida aqui. 
A  cantada  do titio ganancioso está neste trecho das gravações:
"...o que nós propomos a vocês é acabar de vez com esse processo. Uma vez retirada a denúncia, não é possível, portanto, um processo penal. Os familiares buscam uma reparação material, civil... entendo que essa responsabilidade poderia ser assumida pelo Corinthians... estou consciente de que os 12 não são culpados".
O  malandro otário  passou recibo da tentativa de extorsão, ao escrever de próprio punho a quantia ambicionada num papelucho que a IstoÉ reproduziu.
A revista também detalha o acordo costurado pelos dois advogados, mas frustrado por falta de quem se dispusesse a morrer numa grana preta: 
"...o tio de Kevin, segundo Marques, produziria uma petição na qual declararia, entre outros pontos, a inocência dos 12 brasileiros presos pela morte de Kevin.
E – mais importante – revelaria que o adolescente boliviano encontrava-se de costas para o campo quando foi alvejado pelo sinalizador. Além de Beltrán, Beymar Jonathan Trujillo Beltrán, primo de Kevin e única testemunha ouvida (em uma declaração de apenas cinco linhas) sobre a morte dele, assinaria o documento que seria incorporado ao processo de investigação.
Por ser uma declaração contundente de uma nova testemunha intimamente ligada ao adolescente morto, seria aberta uma grande possibilidade de libertação para os brasileiros. Apesar de não ter se pronunciado legalmente ainda, o tio de Kevin estava no jogo Corinthians e San José..."
Para completar a comédia de erros, o advogado Marques denuncia a existência de "pressão política" por parte do governo brasileiro e do Corinthians para que o escritório do qual é sócio seja afastado do processo. O motivo: “Querem que nós sejamos destituídos do caso e o governo colha o mérito da possível soltura dos torcedores”. 
Finalmente, eis a irrefutável conclusão do autor da reportagem, Rodrigo Cardoso:
"...se não há como provar a culpa dos 12 torcedores do Corinthians, eles têm de deixar a prisão em Oruro. Passou da hora de o governo brasileiro arregaçar as mangas de verdade e, livre de interesses paralelos, priorizar uma solução rápida para a prisão arbitrária de 12 de seus cidadãos que, na Bolívia, vivem dias de criminosos sem sequer terem sido acusados legalmente".
É a mesma posição que sustento há mais de dois meses. No artigo Vergonha: Bolívia faz 12 brasileiros de bodes expiatórios! (acesse aqui ), de 11/03/2013, já escrevi: 
"As autoridades de cá estão agindo com tibieza vergonhosa, ao não defenderem da forma mais enérgica BRASILEIROS FLAGRANTEMENTE INJUSTIÇADOS NOUTRO PAÍS.
Já passou da hora de mostrarem algum serviço, pois suas frouxas gestões não tiveram resultado prático nenhum e vêm sendo olimpicamente ignoradas pelos bolivianos".
Voltei ao assunto em Os 12 torcedores sequestrados na Bolívia e a tibieza brasileira (acesse aqui), do último dia 8, quando um grupo de deputados se reuniu em Brasília com representantes de três ministérios e da OAB para discutirem possíveis medidas a serem tomadas:
"Vamos ver se, a partir de hoje, nossas autoridades deixam de agir com a TIBIEZA VERGONHOSA que vem caracterizando sua atuação no episódio.
...Tenho certeza de que, se os injustiçados pertencessem à classe média ou à elite, as gestões brasileiras teriam sido incisivas e imediatas.
A Justiça boliviana está agindo de forma tão aberrante que já se justifica uma queixa à OEA.  É o caminho inescapável para o Brasil, caso o sequestro não cesse..."
Depois da revelação da IstoÉ, o nosso governo tem a obrigação moral de, finalmente, se fazer valer. Ou seremos obrigados a concluir que ele não vale nada.

Link:

http://cafehistoria.ning.com/profiles/blogs/isto-desmascara-a-farsa-e-exp-e-a-chantagem-boliviana-e-agora


Índio não quer Belo Monte, mas quer tomada para carregar o iPhone.

Abaixo, post do excelente Blog Questão Indígena, sobre um fato surreal que está acontecendo em Belo Monte, mais uma vez invadida pelas "comunidades indígenas".


Os índios e ongueiros que ocuparam e interromperam pela décima primeira vez as obras da Hidroelétrica de Belo Monte fizeram hoje um apelo à sociedade depois que as autoridades cortaram o fornecimento de energia aos invasores. Os índios, que são contra a construção da hidroelétrica, fizeram um "pedido urgente" pois ficaram sem energia para recarregarem as baterias dos seus celulares e tablets e querem contribuições financeiras para alugarem geradores movidos a combustível fóssil para gerar a energia que carregará sues aparelhos hitech.

Leia a íntegra da solicitação dos indígenas:
Pedido urgente: cortaram nossa luz e água, nos ajude!

No final do dia da segunda-feira, a luz e a água foram cortados aqui na nossa ocupação, apenas nas instalações onde nossas redes estão atadas. Não temos como carregar nossos celulares, que usamos para enviar nossas mensagens.

Precisamos urgentemente da ajuda de vocês para alugarmos ao menos dois geradores. Custa 70 reais por dia, além do combustível. Nossa meta é conseguir ao menos 450 reais para usarmos gerador três dias. Quem puder ajudar por favor os dados bancários são:

Caixa Econômica Federal – Mutirão pela Cidadania
Agencia: XXXX – Conta: XXXX-X – OP XXX – CNPJ: XX.XXX.XXX/000X-XX

Por favor, Após o depósito envie um email para ob-monte@bol.com.br informando.

Repasse essa mensagem para outras pessoas que possam ajudar. É muito urgente!

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Tá repassado.
Link:
Fonte: Coturno noturno 2013

Vocês têm de ver isto e espalhar país afora para o debate: são 30 segundos que resumem o Brasil. A sociedade tem de fazer isso porque as oposições têm medo de falar com quem paga a conta!


Quero que vocês vejam este vídeo, bem curtinho. Esta senhora que fala aí é uma assistida do Bolsa Família lá de Fortaleza.

São só 30 segundos.

Mas eles resumem o Brasil que aí está e também apontam para um futuro — não muito promissor. Assistam. Volto em seguida.


Por Reinaldo Azevedo

          

Voltei


Escrevi ontem à noite um post sobre a irresponsabilidade dupla da Caixa Econômica Federal — que alterou o sistema de pagamento do Bolsa Família sem avisar ninguém e depois negou que o tivesse feito, sendo desmentida por reportagem da Folha — e das autoridades do governo federal, que saíram a acusar ou as oposições, caso de Maria do Rosário (a ministra dos Direitos Humanos, de inumana compreensão), ou um complô conspiracionista, sugerindo que, no fundo, seriam mesmo as oposições: José Eduardo Cardozo, ministro da Justiça e aspirante a disputar o governo de São Paulo pelo PT, e Dilma Rousseff.

A governanta classificou a boataria sobre o Bolsa Família de “desumana e criminosa”. Tudo não passou de uma trapalhada da Caixa Econômica Federal, pela qual se desculpou Jorge Hereda, presidente da instituição.

Só desculpas?

Pois é… O que antes era “desumano e criminoso” não merecerá da soberana, pelo visto, nem mesmo um puxão de orelha. Cardozo continua em busca de um bode expiatório. Quem sabe apareça alguém para confessar, não é?, e se descubra, então, que ele é vizinho da tia da cabeleireira que vem a ser prima da cunhada da faxineira do secretário-geral do PSDB de Arapiraca…

É ridículo!

Mais do que o boato do fim do Bolsa Família, o que se espalhou como rastilho de pólvora foi a informação de que havia uma graninha a mais na CEF, um bônus. As pessoas que lá iam constatavam: havia mesmo! Aí, meus caros, foi o que se viu…

Como pergunta Silvio Santos — numa indagação que, suponho, toca universalmente o coração e o intelecto: “Quem quer dinheirooo?”.

No post em questão, destaquei também o ar robusto, primaveril mesmo em alguns casos, dos assistidos do Bolsa Família. O valor médio do benefício pago a cada família está aí na casa dos R$ 150. Muita gente recebe menos, mas há quem receba mais: nunca menos de R$ 32, nunca mais de R$ 306 — é o que informa o governo.

Muito bem. Agora volto à assistida do vídeo que está lá no alto. A entrevista foi concedida ao Jornal Nacional de sábado. Reproduzo a sua fala, uma das maiores contribuições jamais prestadas à compreensão sociológica destes dias.

“Eu fui na lotérica, como vou de costume, fazer um depósito na poupança do meu esposo. Fui depositar o dinheiro. Como eu já estava lá, eu tinha de ir fazer isso, eu aproveitei, levei o cartão e tirei o meu Bolsa Família. Quando eu tirei, saiu (sic) os dois meses”.

Entendi. Ela foi depositar, como faz habitualmente, um dinheiro na poupança do marido, certo? Já que estava lá, levou o cartão do Bolsa Família e pimba! Saíram os dois meses de uma vez só. Ai, ai, ai… Longe de mim querer cassar o benefício da distintíssima senhora Diane dos Santos — e espero que ninguém pegue no pé dela.

Mas me parece que alguém que tem dinheiro para fazer poupança não precisa do… Bolsa Família, certo? Reitero: acusarei aqui perseguição caso queiram lhe cortar o benefício — porque, é fato, como ela, há uma legião, há milhões hoje em dia.

O problema não é ela, mas o programa. Eu até confesso uma certa simpatia por Diane, uma brasileira brejeira, com o cabelo arrumado, brincos, pele boa… Ela desmoraliza os delírios dos bem-pensantes sobre o atavismo da fome no Brasil, que faz o coitadismo que embala as ideias de reparação social da esquerda universitária. Ela não! É, reitero, distinta! Ela nem fala “marido” — deve achar meio grosseiro. Prefere, como Daniela Mercury, mas mudando o gênero, a palavra “esposo”.

“Então Reinaldo Azevedo sustenta que não existem mais a fome, a miséria…” Aquela fome africana, que Lula dizia existir em 2002, que ele curaria com dois pratos de comida, não existe mais no Brasil há décadas, embora haja, é evidente, nichos de famélicos em algumas áreas do sertão e até nas periferias extremamente pobres das grandes cidades. Isso persiste.

Da mesma sorte, há, sim, pessoas com renda abaixo de R$ 70 em áreas restritas do Brasil profundo. Mas os pobres — eu sei do que falo — somos duros de morrer, fiquem certos, sobretudo de fome. Sempre se arranja um bico pra fazer, um serviço extra, alguma coisa que garanta o sustento dos filhos.

No mais das vezes, essa renda per capita entre R$ 70 e R$ 140 é uma fantasia estatística. Ou será que a distinta dona Diane está “depositando na poupança do marido” o dinheiro do Bolsa Família? Ela nem havia sacado ainda o de abril — e já era dia 17! Certamente, o depósito que fora fazer era uma sobra, não?, depois de satisfeitas as necessidades básicas. Sobra de que renda? Não era do Bolsa Família!

Sim, é possível que haja alguns milhões de brasileiros que precisam efetivamente de um Bolsa Família, mas serão mesmo 40 milhões, 45 milhões talvez, divididos em mais de 13 milhões de família? Não é só dona Diane dos Santos que prova que não.

Vocês certamente se lembram desta senhora, que, diz, “só ganha R$ 134 há oito anos”, o que, segundo ela, não dá nem comprar uma calça para a filha, “uma jovem de 16 anos”, porque, afinal, uma calça para essa faixa etária custaria R$ 300


De fato, ela não tem a menor dúvida de que comprar uma calça para a sua filha é, sim, um problema do governo brasileiro, não dela própria, do marido ou de sua família. “Ah, o Bolsa Família vai custar em 2013 apenas R$ 24,9 bilhões. Perto do que o governo gasta com o Bolsa BNDES ou com o Bolsa Juros… Reinaldo não quer dar grana para os pobres.” Nem para os ricos!!! Eu não acho que governos tenham de dar dinheiro para ninguém. No caso dos pobres, tem é de criar programas sociais que os estimulem a buscar uma saída.

E a injeção de recursos na conta do vivente só deve ser feita mesmo em último caso. E já está mais do que claro que o Bolsa Família, para muita gente, virou uma doação… O Nobel da Paz Muhammad Yunus está no Brasil (ver post na home).

Ele criou o programa de microcrédito em Bangladesh que deu origem a um banco. Ele critica no Bolsa Família justamente seu caráter assistencialista.

O “andar de cima”, como quer Elio Gaspari, com essa categoria sociológica haurida da construção civil, consome bem mais do que os R$ 25 bilhões do Bolsa Família em subsídios, trapaças, aditamento de contratos etc.? Certamente! Não deixa de ser uma forma de “bolsismo”, não é?, e das mais perversas.

Os dois extremos — os ricos cuidadosamente selecionados para as prebendas e os pobres que recebem todo mês um dinheirinho — se tornaram pilares de um modo de fazer política.

Uns são gratos ao governo de turno com doações eleitorais e outras que não aparecem nos registros do TSE; os outros expressam a sua gratidão com votos.

O Bolsa Família se tornou, assim, uma formidável máquina eleitoreira, e os que mais se entusiasmam com o governo nem são, suponho, os que realmente precisam, mas os que, não precisando, temem uma mudança de guarda e a perda de uma benefício de que, no fundo, sabem ser descabido. Assim, é melhor deixar tudo como está.

Oposição
Compreendo que a oposição venha a público disputar a paternidade dos programas sociais porque, com efeito, o Bolsa Família nada mais é do que a reunião dos programas que existiam no governo FHC numa única rubrica. Já demonstrei faz alguns anos que isso é verdade.

Faço-o de novo transcrevendo, em vermelho, trecho da Medida Provisória nº 132, que “criou” o Bolsa Família, no dia 20 de outubro de 2003. Essa MP foi depois convertida na Lei 10.836, de 9 de janeiro de 2004. O conteúdo era o mesmo. Prestem atenção:

(…) programa de que trata o caput tem por finalidade a unificação dos procedimentos de gestão e execução das ações de transferência de renda do Governo Federal, especialmente as do Programa Nacional de Renda Mínima vinculado à Educação – “Bolsa Escola”, instituído pela Lei n.° 10.219, de 11 de abril de 2001, do Programa Nacional de Acesso à Alimentação – PNAA, criado pela Lei n.° 10.689, de 13 de junho de 2003, do Programa Nacional de Renda Mínima vinculado à Saúde – “Bolsa Alimentação”, instituído pela medida provisória n.° 2.206-1, de 6 de setembro de 2001, do Programa Auxílio-Gás, instituído pelo Decreto n.° 4.102, de 24 de janeiro de 2002, e do Cadastramento Único do Governo Federal, instituído pelo Decreto n.° 3.877, de 24 de julho de 2001.


Retomo
Assim, é claro que os programas foram originalmente criados pelo governo FHC. A questão é saber se dá para disputar essa paternidade hoje. Parece-me que não! E a máquina de propaganda montada com o Bolsa Família tem, sim, um efeito eleitoral evidente, como ficou claro em 2006 e 2010. Menos do que fazer tal disputa, as oposições teriam de ter a coragem de perguntar quem paga a conta. É claro que os petistas partiriam pra cima, acusando-a de querer acabar com o programa. Ocorre que o eleitorado cativo, meus caros, cativo já está. Não será desse mato que vão sair tucanos. Não saem mesmo! Os que se apõem ao petismo, reitero, têm de aprender a falar com quem paga a conta — muito especialmente os trabalhadores.

Que país existe na outra ponta dessa forma de assistencialismo? Não tem outra ponta nenhuma! A outra ponta é esta que está aí. Está bom assim? É o que o modelo permite. As virtudes já se esgotaram. Com Bolsa BNDES e Bolsa Família, a gente vai ficando assim. Teremos um dia uma oposição capaz de politizar o que tem de ser politizado, fugindo do demônio do consenso, que é, numa democracia, o que é a censura na ditadura? Não sei. Se e enquanto não o fizer, pode ir brincar de outra coisa. Chegou a hora de conversar com quem, não tendo o Bolsa Família, não tem também uma sobra para depositar na poupança do “esposo”.
                         28/05/2013

Fonte: resistência democrática 2013


http://resistenciademocraticabr.blogspot.com.br/2013/05/voces-tem-de-ver-isto-e-espalhar-pais.html



terça-feira, 28 de maio de 2013

Finalmente !!! Dinheiro desviado de obras de Paulo Maluf FORAGIDO da Interpol volta à prefeitura de São Paulo por deteminação da justiça da Ilha de Jersey

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E o CARA DE PAU que sempre disse que não tinha dinheiro no exterior, então o que é isso que está voltando Exmo. Paulo Maluf FORAGIDO da Interpol ?

 Folha.com


A Justiça da Ilha de Jersey determinou nesta semana o repasse à Prefeitura de São Paulo de 1 milhão de libras esterlinas, equivalente a cerca de R$ 3,3 milhões, que estavam depositadas em contas movimentadas por familiares do ex-prefeito e deputado Paulo Maluf (PP-SP). 

Os recursos são associados a desvios que teriam ocorrido durante a execução de obras na cidade na época em que Maluf era o prefeito e foram remetidos ao exterior há 15 anos, de acordo com a prefeitura, o Ministério Público Estadual e os juízes de Jersey. 

O dinheiro foi repassado ao município em cumprimento à sentença da Corte de Jersey que condenou em novembro as empresas da família Maluf. É a primeira vez que dinheiro dos Maluf depositado no exterior volta ao Brasil em virtude de uma condenação judicial por corrupção. 

Maluf sempre negou ter dinheiro no exterior, mas o processo de Jersey reuniu farta documentação mostrando que ele e seu filho Flávio controlam duas empresas sediadas em paraísos fiscais, a Durant e a Kildare, e movimentaram suas contas bancárias. 

Palavras chaves: deputado, federal, paulo maluf, foragido, interpol, dinheiro, desviado, roubado, prefeitura, sp, justiça, Ilha de Jersey.
Blog: Ricardo Gama 2013