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sábado, 27 de dezembro de 2014
A incrível entrevista de uma Mãe da Praça de Maio forjada pela ditadura argentina
Ignacio de los ReyesBBC Mundo, Buenos Aires
Entrevista de mãe da Praça de Maio foi forjada pelos militares na ditadura
Ela comprou roupa nova e foi se arrumar no cabeleireiro. Naquele dia, Thelma Jara de Cabezas, uma das Mães da Praça de Maio, precisava estar radiante para o encontro que teria com jornalistas de uma das publicações mais lidas na Argentina. Toda a preparação era pouca para uma entrevista que seria lembrada por décadas.
"Fala a mãe de um revolucionário morto", diz o título da capa da revista Para Ti de 10 de setembro de 1979, justo abaixo de uma foto do especial de moda argentina.
Dentro da publicação, entre uma reportagem sobre os grandes nomes da alta costura francesa, fotos da atriz Sophia Loren e receitas de cozinha, aparece o rosto de uma mulher angustiada.
Para Ti, 1979
"Thelma Jara de Cabezas traz um testemunho nunca antes contado. É trazer à luz da verdade a infâmia que se esconde por trás de grupos com clara e inequívoca ideologia", diz a publicação.
O que os argentinos não souberam é que Thelma não havia ido voluntariamente ao cabeleireiro e nem havia estreado o vestido por desejo próprio.
Muito menos que ela era, na realidade, uma das prisioneiras do centro de detenção clandestino da Escola de Mecânica Armada (ESMA), um dos principais lugares de tortura durante o regime militar argentino (1976–1983) em Buenos Aires.
Thelma havia sido sequestrada por ter apoiado Montoneros, a guerrilha peronista de esquerda em que militava o filho Gustavo, um estudante de 17 anos que havia "desaparecido" no dia 10 de maio de 1976, quando uma patrulha do governo o colocou em um veículo e o levou – seu paradeiro é desconhecido até hoje.
A entrevista que os argentinos leram entre as fotos da coleção Primavera-Verão foi forjada com a intenção de mudar a percepção que parte da sociedade tinha sobre os grupos que combatiam a Junta Militar e também para dividir as organizações humanitárias.
Em uma medida sem precedentes, 35 anos depois daquela reportagem, um juiz federal argentino fez uma acusação contra o chefe de redação da revista à época, Agustín Botinelli, que nega ter culpa no caso.
A BBC Mundo apresenta aqui o caso da entrevista que, segundo a Justiça argentina, tinha a intenção de disseminar a ideia de que os desaparecimentos, as torturas e os assassinatos do regime militar no país eram uma invenção das organizações dos direitos humanos.
Confeitaria
A entrevista foi na confeitaria do bairro de Bajo Belgrano, em Buenos Aires, não muito longe da ESMA, o local onde Thelma havia sido levada três meses antes de falar à revista, em abril de 1979, por sua colaboração com os Montoneros e seu ativismo na Comissão de Familiares de Presos e Desaparecidos por Razões Políticas.
A mulher de 52 anos havia sido uma das primeiras mães a dar a volta na Pirâmide de Maio depois do desaparecimento forçado do filho, Gustavo Cabezas.
Ela foi conduzida até o café usando óculos escuros para que ficasse mais difícil reconhecer o caminho.
Gustavo Cabezas, filho de Thelma, foi um dos desaparecidos na ditadura argentina
Hoje em dia, esse lugar ainda existe, mas foi reformado e é um bar restaurante, com grandes colunas e janelas enormes.
"Entramos na confeitaria, ela estava sentada em uma mesa perto da janela, com as cortinas fechadas. O lugar estava vazio, era por volta de 10h30 da manhã", conta à BBC Mundo Tito La Penna, o fotógrafo que registrou a entrevista com a Mãe da Praça de Maio em setembro de 1979. "Para mim, essa era só mais uma notícia", disse.
Os depoimentos à Justiça de La Penna e do redator da revista, Eduardo Scola, que haviam sido mandados ali sem saber que estavam frente a frente com uma prisioneira, contribuíram com a "Operação Para Ti".
"Fiquei com essa entrevista gravada na memória, porque ela era a primeira pessoa que falava sobre um desaparecido", conta o fotógrafo, que tinha 29 anos à época.
No local, havia vários jovens, um sentado junto a Thelma, a quem ela apresentou como amigo de seu filho, segundo conta La Penna, e outros em outra mesa.
"Altos, magros, fortes…"
Com o passar do tempo, o fotógrafo entendeu que não se tratava de clientes do café, mas, sim, de membros das Forças de Segurança. "Quem dera eu tivesse percebido isso", lamenta.
Thelma pediu que ele não fotografasse os jovens. Além disso, foi um pedido dela que as fotos tiradas não identificassem o local onde estavam – assim, todos os registros da entrevista foram simples em primeiro plano dela em branco e preto.
As fotos ficaram tão simples que, quando La Penna voltou à redação, o editor de fotografia reclamou da baixa qualidade das imagens.
"Que porcaria você fez!"
Publicação
"Meu nome é Thelma Dorothy Jara de Cabezas. Sou viúva. Tenho 52 anos. Vivi separada do meu esposo nos últimos 17 anos. Meu filho se chama Gustavo Alejandro. Era um menino muito doce. Seus sentimentos não tinham nada a ver com a violência."
'Nunca mais soube dele': uma das cartas de Thelma às autoridades sobre seu filho desaparecido.
Assim, Thelma se apresenta no texto publicado pela revista Para Ti.
O que você diria às mães argentinas?
"Que estejam alertas. Que vigiem de perto seus filhos. Essa é a única forma de não ter de pagar o grande preço da culpa, como o que estou pagando hoje por ter sido tão cega, tão tola."
Em sua declaração durante o julgamento das Juntas, em 1985, a entrevistada assegurou que havia recebido instruções para "desprestigiar as organizações de direitos humanos e desmoralizar os familiares".
Ela reafirmou que um dos oficiais prometeu "pontos suspensivos" a ela, caso não fizesse como estavam mandando. Ainda assim, ele dizia que "ela poderia fazer o que quisesse, porque ninguém a obrigaria a nada" - e seguia com as ameaças de punição.
O texto publicado na revista não condiz com boa parte das coisas que Thelma disse na entrevista, segundo ela. Por exemplo, a publicação dá seu filho como morto, algo que ela afirma nunca ter dito aos jornalistas na confeitaria.
"Prefiro deixar claro desde já, antes de seguir falando, que meu filho morreu em um combate com as Forças de Segurança", é o que diz a publicação.
Pouco depois da revista ter sido publicada, o diário Buenos Aires Herald – naqueles anos, um dos poucos a dar espaço a ativistas de direitos humanos e denúncias de crimes cometidos pelo Estado -, destaca a linguagem militar da entrevistada, pouco comum para uma Mãe da Praça de Maio.
"O desespero dessa mulher de não poder gritar durante a entrevista", disse o fotógrafo. Hoje, com seus quase 90 anos, os problemas de saúde mantêm Thelma longe da imprensa.
O outro filho dela, Daniel, conta à BBC Mundo como reagiu ao ver a publicação: "No momento que vi a notícia, eu fiquei muito feliz, porque era um sinal de que ela estava viva", disse. "Mas logo me dou conta de que não há nem uma palavra da minha mãe na entrevista."
"Ela pensou: se sai uma notícia, Daniel vai saber que estou viva, mas fui à entrevista sabendo que iria voltar à ESMA", explica Thelma.
A publicação da entrevista coincidiu com a chegada a Buenos Aires de um comitê da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) da Organização dos Estados Americanos.
Daniel Cabezas, filho de Thelma, conta que soube que a mãe estava viva pela entrevista dada à revista
"O objetivo da reportagem havia sido colocar em dúvida ou esconder a prática de prisões ilegais e desaparecimentos forçados, incluindo o da própria entrevistada, e difundir a ideia de que a existência dos desaparecimentos era uma mentira semeada pelas organizações de direitos humanos", garante o juiz Sergio Torres, responsável pela megainvestigação dos crimes de lesão à humanidade cometidos pela ESMA, onde estava presa a entrevistada.
Com esta operação, pretendia-se dividir os grupos que denunciavam os crimes do Estado: como ela, uma das primeiras militantes da Praça de Maio, poderia negar publicamente e de maneira incisiva seus companheiros e organizações internacionais?
"Alguns setores de organizações de direitos humanos reconheceram a reportagem como verdadeira e passaram a negar minha mãe, o que gerou um isolamento dela. Ela passou muito mal", conta Daniel.
No dia 7 de dezembro de 1979, Thelma Jara de Cabezas saiu da ESMA. "A velha", como a chamavam no centro por ser uma das prisioneiras mais jovens, com apenas 54 anos, foi libertada sem explicações. Uma recompensa pela entrevista? Nunca saberemos", conta o filho.
Quatro décadas depois
A maior parte dos militares que mantiveram Thelma presa foram condenados, entre eles Ricardo Miguel Cavallo, o oficial que a ameaçou para que falasse com os jornalistas – ele foi sentenciado à prisão perpétua em 2011.
Quase quatro décadas depois da publicação da entrevista, um juiz processou também o chefe de redação da revista por crime de coação. Augusto Botinelli se tornou, então, o primeiro jornalista argentino processado no marco da investigação dos crimes contra os direitos humanos durante o regime militar que governou o país de 1976 a 1983.
Botinelli não quis dar a versão dele à BBC Mundo, mas negou as acusações na Justiça e disse que vai "esperar o resultado do processo para analisar os próximos passos a serem tomados em função da ação que se formar contra ele".
Enquanto isso, o filho vivo de Thelma, Daniel Cabezas, guarda em um plástico a publicação que mudou a vida de sua mãe. "É complexo pensar no que poderia ter acontecido se não houvesse a publicação dessa revista", diz.
Ele acredita que essas páginas servirão para investigar a responsabilidade dos meios de comunicação nos crimes de Estado naqueles anos.
Daniel guarda com cuidado aquela edição da Para Ti com o especial de moda, as fotos das atrizes de Hollywood e a entrevista da mãe dele.
"Na história da minha família, essa matéria me permitiu saber que minha mãe estava viva. E me permitiu ter forças para seguir denunciando tudo o que acontecia na ditadura."
Um dos aspectos mais tristes da vida brasileira, para este comentarista, é a escassez ou completa ausência de atividade espiritual naquilo que se escreve e se publica, seja em livros, na mídia ou mesmo em blogs. Por atividade espiritual entendo a meditação solitária em que a consciência toma posse de si mesma como autocriação e liberdade que luta para realizar-se no mundo espaçotemporal e aí encontra, ao mesmo tempo, seus obstáculos e seus instrumentos. É só apreendendo assim a medida e a proporção entre aquilo que podemos ser e aquilo em que vamos nos tornando, que chegamos a nos conhecer como natureza inseparavelmente criada e criadora, no sentido de Scot Erígena, indescritível portanto como figura e imagem e só apreensível como força e conflito até o momento em que a morte, como nos ensina o soneto de Mallarmé, nos fixa para sempre no formato imutável de um destino realizado e esgotado.
Só quem se dedica incessantemente a essa atividade pode pronunciar a palavra “eu” com algum conhecimento de causa, ou até com algum direito legítimo. Os demais, quando a dizem, nada mais designam do que a figura totalmente fictícia que desejariam, para fins de vantagem prática ou alívio de complexos, projetar na tela da mente alheia ou na da sua própria.
Se o não-meditante só se apreende a si próprio na sucessão de camuflagens que ele denomina erroneamente “eu”, por trás das quais nada existe senão um vago sentimento de culpa e de angústia empenhado perpetuamente em negar-se, é óbvio que aquele que vive nessa condição não pode nem comunicar-se verdadeiramente com os seus semelhantes, apenas usá-los como personagens num teatro interior que eles desconhecem, nem pode, por outro lado, conhecer Deus, seja para negá-Lo ou afirmá-Lo, senão como uma gigantesca figura de ficção sempre disponível para reforçar, aliviar ou encobrir a culpa e a angústia.
Pela consciência clara da nossa criatividade parcial e limitada entendemos que a existência de bilhões de outras pequenas forças criadoras em torno de nós manifesta uma criatividade infinita e assim chegamos a ter um vislumbre de Deus como Ato Puro, sem forma nem figura porque criador incessante de todas as formas e figuras. Foi esse Deus que disse de Si mesmo “Eu sou o Eu-Sou”. Só Ele tem propriamente um “Eu”, porque o Eu é fonte criadora sem figura nem forma, cujo análogo o ser humano só se torna, e mesmo assim parcialmente, mediante o ato de liberdade que aceita e assume ser a imagem e semelhança de Deus.
Não se confunda, por outro lado, a meditação com a confissão religiosa nem com o exame de consciência. Ela é a condição prévia que dá substância espiritual a essas duas atividades e sem a qual se reduzem a uma catalogação mecânica de atos e pensamentos vergonhosos, sem a menor noção da sua raiz interior nem da sua função dialética na luta pela auto-realização da consciência.
Talvez o maior dos pecados, o verdadeiro crime contra o Espírito Santo, resida em permitir que as faculdades pensantes se desgarrem do centro meditativo e criativo, adquiram autonomia e se afirmem até como supremos caracteres distintivos do ser humano. Quanto mais essas faculdades se aprimoram, mais forte a tendência de alienar a elas um poder e um prestígio que, de direito, pertencem somente ao “eu” propriamente dito. Pior ainda quando, consagradas em códigos formais mais ou menos uniformes e impessoais, se impõem desde fora ao indivíduo, corrompendo-o até à medula e premiando sua alienação com o aplauso acolhedor de alguma comunidade intelectual ou acadêmica. Quanto mais se apoia nesses códigos, acreditando com isso provar a força do seu intelecto, mais o cidadão sacrifica sua progenitura por um prato de lentilhas, tornando-se uma personificação viva da “ciência sem consciência”.
Nada exemplifica isso com mais clareza do que a redução da filosofia à análise lógica da linguagem, que ainda hoje, sob formas mais diversificadas ou camufladas, fascina estudantes imaturos ávidos de aprovação acadêmica. Esses estudantes mostram, muitas vezes, ter uma ou várias habilidades intelectuais desenvolvidas até níveis excepcionais. Só lhes falta o eu autoconsciente que as ata uma às outras e as sintetiza na forma de uma “personalidade”, sem a qual toda presunção de responsabilidade intelectual não passa da obediência a um código externo, isto é, de um arremedo teatral.
Ao lado e em contraste com a mera homogeinização ideológica, que de certo modo é menos grave, essa patologia afeta hoje boa parte dos estudantes de filosofia e ciências humanas no Brasil, especialmente os da “direita”, augurando para as décadas vindouras, quando a intoxicação marxista passar, a sua troca por uma forma de alienação ainda mais esterilizante e difícil de curar.
Sinais de uma interioridade autêntica são praticamente ausentes nos debates públicos e na produção acadêmica deste país, que, sob esse aspecto como sob tantos outros, já viveu dias melhores.
Publicado no Diário do Comércio.
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EXPLOTÓ EL GUISO! Gobierno importó a Canadá semillas podridas: En riesgo 20% de cosecha anual
Están afectados 30 agricultores de papas de Lara y Carabobo, que producen 20% de la cosecha anual. El viceministro para Agricultura y Tierras, Agustín Rindel, fue ascendido a ministro con este antecedente.
La Federación Nacional de Productores de Papas y Hortalizas de Venezuela realizó una asamblea nacional extraordinaria en la comunidad de Sanare, estado Lara, con la participación de productores de Carabobo, Lara, Trujillo y Mérida para discutir y someter a votación una series de acciones debido a la descomposición que presenta la semilla de papa de variedad kennebec importada por funcionarios del gobierno desde Canadá.
Foto: Referencial
Publio Paredes, presidente de Fenaphort, señaló que la situación afecta a 30 productores, lo que equivale a 4,5 millones de kilos de papas en riesgo que representan 20% de la cosecha anual.
Indicó que introdujeron ante la Comisión de Agricultura de la Asamblea Nacional, que preside el diputado Alfredo Ureña, una solicitud para que se inicie una investigación y se determinen responsabilidades. “Aunque Agropatria nos está reponiendo la semilla que se está pudriendo queremos saber quién le repone al Estado venezolano las pérdidas patrimoniales”, aseveró.
Los productores también decidieron elevar la denuncia al director nacional del Sebin, general González López, para que se continúe con la investigación que adelantan en torno a las semillas de papas contaminadas que recibieron los productores de Lara y Carabobo, a fin de que le sea remitido un informe al presidente Nicolás Maduro.
“Lo que está pasando, no habría ocurrido si se hubiesen tomado en cuenta las sugerencias y recomendaciones que les hicimos llegar vía oficio y en asamblea al Ministerio de Agricultura y Tierras. Fueron tres años exitosos, en que los productores seleccionábamos nuestras semillas en el lugar de origen. No nos explicamos por qué los productores fuimos excluidos del viaje a Canadá en el que se compró la variedad a importar”, indicó.
Hace dos semanas el entonces viceministro de Agricultura y Tierras, Agustín Rindel en un contacto televisivo con el presidente Maduro anunciaba la llegada de la semilla. “Aquí están los camiones descargando la papa que necesitaban los carabobeños para iniciar los ciclos de producción (…) se demuestra, una vez más, el empeño del gobierno en impulsar la producción agrícola en el país, para garantizar la soberanía alimentaria”.
El 25 de diciembre Rindel fue ascendido a ministro para Agricultura y Tierras, con el antecedente de que durante su gestión se importaron de Canadá semillas de papas podridas, lo que generó un daño patrimonial al Estado.
Más exigencias
La Federación Nacional de Productores de Papas y Hortalizas de Venezuela exhortó al ministro de Agricultura y Tierras a que se pronuncie sobre lo ocurrido con la importación de semillas de papas podridas. También al Instituto Nacional de Salud Agrícola Integral para que entregue los informes fitosanitarios que le realizaron a las semillas y que se proceda a su incineración o enterramiento para evitar una posible contaminación de los suelos.
El Dato
La Federación Nacional de Ganaderos denunció que hace 3 semanas el Tribunal Supremo de Justicia decidió que 14 fincas que fueron expropiadas por el gobierno en 2010 les sean devueltas a sus propietarios. El ganadero indicó que se trata de fundos que estaban productivos, unos de ganado, leche y quesos, y otros de agricultura con calidad de exportación, que ahora están casi abandonados.
El gremio prevé que para el primer trimestre 2015, apenas entre el verano el ganado comenzará a perder musculatura y habrá menos carne en las neveras.
Crianças cristãs são decapitadas por não negarem a Jesus
Quatro crianças iraquianas deram um exemplo de amor por Jesus mesmo
diante da possibilidade da morte. Quando os muçulmanos radicais do
Estado Islâmico exigiram que elas se convertessem ao islamismo e
negassem sua fé, elas se negaram.
O relato vem sendo divulgado por Andrew White, pastor de uma Igreja
anglicana em Bagdá. Ele gravou uma entrevista para o canal OCN, da
Igreja Ortodoxa. Relatou diversas histórias sobre a perseguição que os
cristãos enfrentam no Iraque e a bravura com que os cristãos estão
defendendo sua fé, apesar das consequências.
Quando os soldados do EI disseram: “Repita que você irá seguir
somente a Maomé”, lembra White, “As 4 crianças, todas menores de 15
anos, responderam: ‘Não, nós amamos Yesua [forma iraquiano do nome
Jesus]. Sempre amamos Yesua e o temos seguido. Yesua sempre esteve com a
gente”. Os homens insistiram, mas elas não mudaram de ideia.
Os muçulmanos, em seguida, então decapitaram as crianças diante de
todos os moradores da aldeia. “Como você responde a isso?”, questiona o
pastor. “Você só pode chorar. Eles são meus filhos… É isso que temos
visto e que estamos passando”.
O pastor White relatou sobre a forma como os cristãos são perseguidos
em todo o Iraque, especialmente em cidades como Bagdá e Nínive. Ele
conta que o Estado Islâmico não tem poupado ninguém.
“Eles mataram um grande número de pessoas. Cortaram crianças ao meio.
Cortaram suas cabeças. Multidões estão fugindo para o norte… é muito
terrível o que aconteceu”, desabafa. Estima-se que restaram cerca de
250.000 cristãos na região, onde costumavam viver 1 milhão e meio
anteriormente.
Relata que muitos cristãos acabam cedendo e afirmando que seguirão a
Maomé. A pressão é muito grande. White acredita que não é possível que
os cristãos vivam nas áreas sob domínio do EI. Com informações Jerusalem Post Assista reportagem legendada:
Roger do Ultrage a Rigor desabafa: Peço perdão ao Brasil pela porcaria que fiz, golpe militar, ditadura, charge ultraje a rigor, charge ditadura, corrupçao, PT