quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Como a morte de um brasileiro pode revelar os planos da esquerda


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Augusto Azevedo
A Morte do surfista catarinense Ricardo dos Santos causou comoção, não poderia ser o contrário, afinal toda morte abrupta e estúpida carece de consternação social, porém certos comentários passaram a brotar nas redes sociais criminalizando e endemoniando a Polícia Militar pelo episódio, mostrando o quão perigoso é o contexto histórico atual de nosso país.
Segundo informações da polícia de Santa Catarina, o autor dos disparos tem 25 anos, estava de folga e acompanhado do irmão caçula no momento do crime e compõe o efetivo do 8º Batalhão da PM em Joinville desde 2008. Até o momento duas versões foram apresentadas, a do autor do crime e a das testemunhas que estavam com a vítima, entretanto, neste momento, o que realmente deve-se ressaltar é que a polícia realizou seu trabalho: prendeu o policial e abriu inquérito.
Ainda assim, muitos são os jovens com posts no Facebook atribuindo a culpa do crime a toda a corporação policial, seja ela de Santa Catarina, São Paulo ou Rio de Janeiro, não importa: policial bom é policial morto para aqueles que recitam a ideologia da opressão social.
Li um post que relacionava a morte do surfista com a atuação da polícia militar de São Paulo nas manifestações do Passe Livre. O texto continha link para um vídeo com a legenda: “A PM persegue, a PM machuca, a PM aterroriza, a PM maltrata, a PM não salva e pior de tudo, a PM só mata”.
Esquecem estes jovens que a profissão policial é de alta honradez, é de abnegação da própria vida pela vida de um desconhecido, esquecem que a cada 32 horas um policial (que é pai, filho, irmão) morre no país, esquecem que um policial está na rua sem o apoio governamental necessário para fazer cumprir seu ofício, esquecem o estresse, o mau remuneramento, esquecem as jornadas prolongadas, esquecem das emboscadas do crime contra os homens de bem...
Tudo isto fica mais lamentável ao se somar o fato da consternação e piedade tanto social quanto do Governo Federal pela condenação de Marco Archer na Indonésia por tráfico internacional de drogas, ou seja, estamos diante de um Governo e de uma juventude - adestrada para - comover-se e atuar contra o certo, para inverter os valores sociais e assim gerar um caos perpétuo que só possa ser controlado por meio de punhos de ferro – ou melhor – por meio do uso da foice e do martelo, eis o plano da esquerda em curso e correndo não só a pleno vapor, mas com sucesso.
Fazer jovens criminalizarem o papel da corporação policial, aceitarem a indignação pela condição de criminosos no exterior, a justificarem a não redução da maioridade penal por ser o menor infrator fruto da injustiça social, fazer a juventude entender e articular movimentos de “minorias sociais” em busca de igualdade é transformar a todos em desiguais, é desuniformizar a sociedade com um único fim: “os que estão conosco e os que são contra nós”.
Infelizmente, nesse viés, para estas jovens mentes que se dizem de esquerda, a corporação policial está do outro lado, do lado dos “contra nós”, lamentavelmente.

Augusto Azevedo é Escritor e Poeta.




link:


 http://www.alertatotal.net/2015/01/como-morte-de-um-brasileiro-pode.html

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Pais que Educam Filhos em Casa São Retratados como Terroristas em Exercício Financiado pelo Ministério de Segurança Nacional dos EUA

Kurt Nimmo
Uma reportagem da TV KOMO 4 News mostra o retrato assustador da polícia lutando contra “pais revoltados” em uma simulação de tiroteio em uma escola. Treinamentos policiais visando tudo entre adeptos da educação escolar em casa e constitucionalistas (“extremistas de direita” no jargão governamental) estão longe de ser raridade. Tais exercícios agora são um fator proeminente no estado policial em expansão.
Em 2002, Alex Jones fez a cobertura de uma simulação de tiroteio em uma escola realizada pela polícia que visava os homeschoolers (adeptos da educação escolar em casa), assunto incluído em seu filme Police State Trilogy (Trilogia Estado Policial). Desde aquele tempo, o esforço de difamar os pais que decidem educar os filhos em casa como extremistas e terroristas só aumentou.

Exercícios do Estado Policial Agora São Parte do Ambiente da Escola Pública

Em 2004, policiais em Muskegon, no estado americano de Michigan realizaram um “falso ataque” a um ônibus escolar como parte de um exercício de contraterrorismo. Os terroristas retratados no exercício não eram muçulmanos fanáticos, nem mesmo os imaginários extremistas de direita; eram supostamente fanáticos homeschoolers.
De acordo com o jornal Muskegon Chronicle, o exercício era uma simulação de um “ataque realizado por um grupo radical chamado Pirados Contra as Escolas e a Educação, que acreditavam que todos deveriam receber educação escolar em casa”, noticiou o Homeschool World em setembro de 2004.
 O ataque simulado foi financiado pelo Ministério de Segurança Nacional (DHS: Department of Homeland Security).
O Prison Planet.com noticiou:
O falso ataque foi financiado por uma verba do Ministério de Segurança Nacional e exigia a participação dos estudantes atuando como vítimas feridas, envolvendo também hospitais, necrotérios e manequins pintados com a aparência de crianças mortas, com pais orientados a correr às salas de emergência desesperados acreditando que seus filhos haviam morrido.
O Distrito de Ensino Fundamental da Área de Muskegon posteriormente teve que se desculpar por caracterizar homeschoolers como terroristas após centenas de reclamações.
Estereótipos sistematicamente usados pela mídia demonizam os pais que dão educação escolar em casa aos filhos como jecas, retardados e extremistas, apesar do fato de que as competições locais e nacionais de soletração são rotineiramente ganhas por crianças educadas em casa.
Os incessantes ataques aos adeptos da educação domiciliar são uma tentativa de neutralizar quaisquer alternativas dos pais de colocar seus filhos nos gulags estatais de reabilitação conhecidos como “sistema de ensino público”.
“Michigan é o epicentro da agenda para transformar todas as escolas em centros de internação de jovens, realizando lavagem cerebral em todas as crianças para que aceitem a presença de câmeras de vigilância, escaneamento biométrico para acesso às instalações e compra de comida, crachás com localizador e homens uniformizados apontando armas para eles como normal”. Paul Joseph Watson e Alex Jones escreveram em 6 de novembro de 2008: “Somado a isso está a agenda declarada de não educar, mas imbecilizar e fazer lavagem cerebral com uma retórica humanista bizarra sobre os males da família, tudo em preparação para uma suave aceitação da escravidão na fase adulta como uma formiga operária no controle da matrix da elite”.
Mas não são somente os adeptos da educação domiciliar que são retratados como terroristas nos treinamentos do governo em escolas.
Em 2011, o condado de Pottawatamie, no estado de Iowa, um treinamento conduzido pelo Ministério de Segurança Nacional simulava um tiroteio em uma escola. O atirador foi retratado como “um adolescente branco, cuja família estava envolvida em manifestações contra a imigração ilegal” e que apoiava a Segunda Emenda (emenda da constituição americana que garante o direito a posse e porte de armas). O pai do atirador era retratado como membro de um “grupo supremacista branco clandestino”, de acordo com um e-mail enviado à Infowars.com.
As crianças nas escolas agora são rotineiramente sujeitadas a exercícios sem aviso prévio. Em uma escola em Michigan em 2006, policiais militarizados levaram estudantes “das salas de aula para os corredores, onde foram revistados pelos policiais e questionados sobre o que levavam nos bolsos. A agência noticiosa Associated Press noticiou que algumas crianças ‘ficaram tão assustadas que quase molharam as calças’”.
“Nos anos após o ataque terrorista aos EUA em 11 de setembro de 2001 e o massacre de Columbine, houve um esforço conjunto para fazer as simulações de emergência nas escolas muito mais ‘realistas’ e intensas”, escreve Michael Snyder. “Infelizmente, o fato de esses exercícios estarem traumatizando tantas crianças não parece incomodar muitas pessoas. Será que realmente precisamos de treinamentos contra atiradores em que homens apontam armas para os nossos filhos e lhes dão tiros de festim?”
Snyder também documenta numerosos exemplos em que a direção da escola, juntamente com a polícia militarizada e muitas vezes operando com autorização do Ministério de Segurança Nacional, realocaram crianças durante simulações de ataque terrorista e ações contra atiradores. As escolas também realizam rotineiramente simulações de confinamento, uma atividade que naturalmente acostuma as jovens mentes a aceitar um estado policial cada vez mais invasivo.
“As escolas se tornaram prisões high-tech", escreveu Steve Watson em 2007. “Crianças nos EUA e no Reino Unido estão sendo condicionadas a aceitar que não são livres, e que devem se submeter a leis draconianas e medidas para sua própria segurança... Todos os dias publicamos reportagens dos principais meios midiáticos documentando essa assustadora tendência”.

Educação escolar em casa: Parte da Construção do Terror Doméstico

A demonização dos americanos que se opõem a internar seus filhos em centros de reabilitação públicos data de antes da criação do Ministério de Segurança Nacional e dos ataques de 11 de setembro de 2001.
De acordo com a revista Time, a retórica que supostamente contribuiu para o ataque a bomba ao prédio federal na cidade de Oklahoma veio de “elementos do pensamento de extrema direita bem conhecidos: resistentes fiscais, cristãos adeptos da educação domiciliar, teóricos da conspiração... e tipos autossuficientes” em oposição ao governo federal.
Lew Finch, superintendente das escolas em Cedar Rapids, no estado de Iowa, foi ainda mais longe e culpou os homeschoolers pelo ataque a bomba. “Existe um movimento dedicado, muito bem organizado e financiado na América que é enfaticamente anti-escolas públicas e anti-governo”, disse ele a Des Moines Register em 4 de maio de 1995. “O exemplo absoluto desse sentimento é o ataque a bomba do prédio federal na cidade de Oklahoma”.
“Iremos continuar a ver homens armados aterrorizarem nossos filhos, apontar armas para suas cabeças e lhes fazer lavagem cerebral para aceitarem viver sob uma tirania, a não ser que os pais e organizações de professores se unam para abrir enormes processos contra os responsáveis e denunciarmos veementemente a traiçoeira sovietização do sistema de ensino público”, destacaram Watson e Jones.
Os pais que fornecem educação escolar aos filhos e as organizações, também, fariam bem em combater a propaganda traiçoeira do governo que os compara a terroristas. Se não tiverem oposição, essa campanha em massa de lavagem cerebral irá se converter uma geração inteira, fazendo-a acreditar que a educação escolar em casa é não apenas má e socialmente nociva, mas também uma fábrica de terroristas.
O objetivo é erradicar completamente a educação guiada pelos pais e a ameaça que ela representa aos centros públicos de doutrinação que treinam as crianças a participar passivamente da sua própria destruição enquanto simultaneamente se tornam adoradores do governo.
Traduzido por Luis Gustavo Gentil do original do Infowars: Homeland Security Funded Exercise Portrayed Homeschoolers as Terrorists
Leitura recomendada:
Sobre o Ministério de Segurança Nacional dos EUA:
 
 
 
link:
 
 http://juliosevero.blogspot.com.br/2015/01/pais-que-educam-filhos-em-casa-sao.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed:+JulioSevero+%28Julio+Severo%29
 

domingo, 25 de janeiro de 2015

E se a Grécia sair do euro?
por , quinta-feira, 8 de janeiro de 2015


Sempre que um país passa por problemas econômicos, surge um grupo de economistas dizendo que tudo pode ser corrigido caso o governo simplesmente desvalorize a moeda — isto é, deprecie sua taxa de câmbio.

Não obstante não seja possível encontrar um só exemplo de país que tenha saído da pobreza e se tornado próspero depreciando sua moeda em relação às outras, tal "solução" segue impavidamente em voga. A desvalorização da moeda é uma panacéia que ainda atrai muitos "pensadores" e continua sendo uma ideia extremamente popular entre alguns círculos de economistas.
Aproveitando o momento, façamos um exercício mental para analisar as prováveis consequências da desvalorização.  Vamos utilizar a Grécia como exemplo.
Suponhamos que a Grécia, que hoje faz parte da zona do euro, conseguisse de alguma forma voltar a emitir um Novo Dracma, e que essa nova moeda se desvalorizasse rapidamente, passando de um dracma por euro para dois dracmas por euro em um curto período de tempo (um mês, talvez), o que representaria uma desvalorização de 50%.  
Vamos também supor que o governo estipule que todas as obrigações existentes em euro, tais como títulos e contratos trabalhistas, para todas as pessoas e entidades na Grécia, sejam convertidas em dracmas na relação de 1 dracma para 1 euro.
O dracma agora é uma moeda independente e com câmbio flutuante, e sua taxa de câmbio está relativamente estável perto de 2 dracmas por euro (uma taxa até bastante otimista).
Sendo assim, o valor total da dívida do governo da Grécia, em termos de euro, cai 50%.  As dívidas de todos os outros devedores da Grécia, tais como empresas, bancos e pessoas físicas, também são reduzidas em 50% em termos de euro.  (Se uma empresa devia 100 milhões de euros, agora ela deve 100 milhões de dracmas.  Mas como 1 dracma vale 0,50 euro, 100 milhões de dracmas são 50 milhões de euros.)
A princípio, isso não é um grande benefício para os endividados gregos, dentre eles o governo, pois a renda deles, denominada em dracmas desvalorizados, também caiu 50% em valores de euro.  Tanto a dívida quanto a receita tributária do governo foram simultaneamente desvalorizadas, e o mesmo ocorre com os salários das pessoas e suas dívidas. 
No entanto, não vai demorar muito para que as receitas tributárias, as receitas das empresas e os salários das pessoas comecem a subir (em termos nominais) em decorrência da inflação de preços gerada pela desvalorização da moeda.
Como consequência de tudo, os calotes nas dívidas diminuirão.  Os ativos e os passivos dos bancos são simultaneamente desvalorizados, mas o declínio nos calotes irá permitir que os bancos gregos, até então descapitalizados por causa de empréstimos ruins, readquiram alguma saúde financeira.  Para completar, os ativos estrangeiros dos bancos gregos (como títulos do governo alemão ou empréstimos feitos a empresas italianas e espanholas) irão dobrar de valor em termos de dracma, o que irá melhor seus balancetes consideravelmente.
Com a redução dos calotes, as falências corporativas também irão diminuir, o que significa menos desemprego.  Trabalhadores gregos, cujos salários foram reduzidos à metade em termos de euro, agora estão mais "competitivos" (isto é, recebem menos) que os de Portugal, Espanha e Itália. 
Por outro lado, as empresas gregas voltadas exclusivamente para o mercado interno não usufruirão grandes benefícios, pois os trabalhadores gregos não serão capazes de comprar muita coisa com seus salários desvalorizados.  O custo dos bens e serviços importados dobrou, o que reduz ainda mais a renda disponível dos trabalhadores.
Aqueles assalariados mais bem pagos da Alemanha e da Inglaterra, que querem escapar de seus respectivos invernos e estão à procura de uma praia (ou mesmo de um local barato para viver quando se aposentarem), trocarão a Espanha pela Grécia e aproveitarão todas as ofertas sendo oferecidas em dracmas desvalorizados.
Sendo assim, a Grécia vivenciará um forte aumento nos negócios e nas contratações.  A economia parecerá estar melhorando, e as receitas tributárias do governo estarão aumentando, ao menos em termos nominais de dracmas.  Os preços ao consumidor subirão aproximadamente 20% no primeiro ano da desvalorização, e os economistas aplaudirão efusivamente, pois a deflação de preços "foi superada".
Principalmente por ter começado com valores pequenos em decorrência da crise, a bolsa de valores da Grécia irá disparar.  Mas ela teria de subir pelo menos 100% apenas para se manter com o mesmo valor em termos de euros.
Esse cenário não parece bonito?
Mas há outros fenômenos ocorrendo.  O que acontecerá com todos os bancos alemães e franceses que fizeram empréstimos para empresas gregas?  O que acontecerá com todos aqueles títulos do governo grego em posse dos bancos alemães?  Os títulos e os empréstimos agora valem apenas 50% de seu valor de face em termos de euro.  Os bancos alemães e franceses terão de ser socorridos, e milhões de correntistas alemães e franceses darão esse socorro compulsório por meio de uma redução em suas contas bancárias (exatamente como ocorreu no Chipre).
Os destinos turísticos na Espanha e no sul da Itália perderão clientes e, como consequência dessa súbita perda de receitas, começarão a dar calotes em suas dívidas.  As indústrias de cimento e naval de outros países europeus não conseguirão concorrer contra as importações baratas da Grécia, e também começarão a dar calotes em suas dívidas.  O desemprego nestes países irá subir.
O trabalhador grego agora tem um novo emprego, mas seu salário, reduzido à metade em termos de euro, não mais compra tudo aquilo que antes ele conseguia comprar.  Os preços internos aumentam, e, embora seu salário também aumente em termos nominais, ele não acompanha a subida dos preços.  Os pensionistas gregos são os mais afetados, principalmente aqueles cuja poupança estava nos bancos gregos (e não em outros países da zona do euro).  Ao passo que seus semelhantes na França e na Alemanha tiveram uma perda de 30% em suas contas bancárias, os poupadores gregos descobrirão que agora compram 30% menos com sua poupança.
O sistema tributário grego certamente não será ajustado de acordo com a desvalorização.  A consequência será a de que, com rendas nominais maiores, uma maior fatia dos ganhos será tributada.  E o resultado final é que pessoas com renda real mais baixa — e até então isentas — também terão de pagar imposto de renda.  Isso gerará um grande fardo sobre toda a economia, o qual poucos serão capazes de identificar.  Tradicionalmente, a culpa será atribuída aos altos preços da energia importada.
Após algum tempo — talvez alguns anos —, os salários dos trabalhadores gregos já terão subido, em termos nominais, o bastante para acabar com aquela "vantagem comparativa" inicial.  Os impostos reais mais altos começarão a introduzir uma persistente obstrução na economia grega.
Adicionalmente, o sistema financeiro grego já se tornou deficiente e inconfiável.  Após a desvalorização, ninguém mais está disposto a conceder mais empréstimos em dracmas.  Afinal, quem vai querer correr o risco de ter seus ativos subitamente desvalorizados novamente?  As taxas de juros domésticas já subiram e estão altas, e o volume de empréstimos está baixo.  Grandes empresas ainda conseguem tomar empréstimos em euros, mas isso não estará disponível para famílias e pequenas empresas.  As famílias, que já foram prejudicadas uma vez, não irão manter sua poupança nos bancos gregos.  O mais provável é que elas descubram maneiras informais de poupar e investir sem recorrer ao sistema financeiro.  Já as famílias mais sofisticadas irão simplesmente utilizar os bancos alemães, e sua poupança e seu capital jamais retornarão à Grécia.
Por tudo isso, a economia grega apresentará uma baixa criação de capital, um ambiente de investimentos totalmente distorcido, no qual apenas as grandes corporações conseguem financiamento, e uma baixa criação de empregos.  A economia estagna.  Consequentemente, o governo volta a incorrer em déficits orçamentários, uma vez que as receitas tributárias começam a cair e as demandas por serviços assistencialistas cresceram.  Como o governo não mais consegue se endividar em dracmas — só a taxas de juros proibitivas —, ele terá de se endividar em euros.  Mas isso também será difícil, pois o governo já se mostrou inconfiável.  A única opção restante será aumentar ainda mais os impostos. 
À medida que essas dificuldades vão se acumulando, alguns economistas acreditarão ter encontrado a solução: desvalorizar novamente! Essa ideia ganhará o imediato apoio dos grandes exportadores e do setor de turismo, os quais adorariam voltar a ter uma "vantagem competitiva" em termos de mão-de-obra barata.  Como esses setores já haviam se beneficiado economicamente antes, eles se tornaram mais politicamente influentes.  Por outro lado, os setores que foram prejudicados pela desvalorização, como as empresas que dependem de importações e as voltadas exclusivamente para o mercado doméstico, já perderam toda a sua influência política.  Sendo assim, o sistema político passa a ser guiado apenas pela ideia de mais desvalorizações.
Com a imposição de novas desvalorizações, todo o ciclo se reinicia: o setor exportador e o setor turístico ganham um impulso temporário, mas todo o restante dos trabalhadores gregos perde poder de compra, e seu custo de vida sobe.  A inflação de preços dá outro salto.  O imposto de renda continuará sem ser corrigido pela inflação — pois o governo precisa de todas as receitas possíveis —, o que gerará um confisco cada vez maior da renda real das pessoas e empresas, o que, por sua vez, prejudicará ainda mais os investimentos.
Já os outros países da zona do euro muito provavelmente não ficarão passivos perante os setores exportador e turístico gregos.  É provável que imponham pesadas tarifas sobre as importações e também sobre a conversão de euros em dracmas.
A conclusão é que a desvalorização funciona apenas por algum tempo, e é benéfica apenas para poucos setores muito específicos — e ainda assim apenas no curto prazo.
Em termos gerais, a desvalorização da moeda prejudica toda a população, pois esta é roubada do seu poder de compra e acaba ficando sem acesso a bens importados de maior qualidade. 
Um governo que desvaloriza sua moeda está, na prática, fechando suas fronteiras aos bens estrangeiros, isolando sua população, reduzindo sua renda, e destruindo enormemente seu padrão de vida.
Economista que realmente acredita que desvalorizar a moeda é o caminho para a prosperidade está, na prática, dizendo que uma sociedade formada por uma minoria exportadora e rica e por uma maioria que não tem poder de compra é o arranjo ideal. Está dizendo que uma redução compulsória da renda total da população representa prosperidade e enriquecimento.  Não faz absolutamente nenhum sentido.
O que aconteceu com a Argentina em 2002, quando a súbita desvalorização do peso fez com que fosse quase impossível para muitas mães comprarem leite para seus filhos, pode perfeitamente acontecer com a Grécia em 2015.  É muito difícil uma desvalorização da moeda passar impune.
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Autores:
Nathan Lewis é colunista de revista Forbes, escreve sobre política monetária e tributária, e gerencia uma pequeno fundo de investimentos de alcance global.
Leandro Roque é o editor e tradutor do site do Instituto Ludwig von Mises Brasil.



link:

http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=2003

“Uma moeda depreciada é boa para a economia”
por , segunda-feira, 5 de janeiro de 2015


A lógica mercantilista, diligentemente seguida por vários governos, é a de que a depreciação da moeda — isto é, a desvalorização da taxa de câmbio — estimula a economia.
O problema é que tal raciocínio não faz nenhum sentido.
Se você possui uma determinada moeda, e todos os preços cotados nesta moeda caem, você certamente irá se beneficiar deste arranjo.  Você lucraria com ele.  
Mais ainda: você não teria de pagar nenhum imposto sobre este lucro, pois o lucro não seria na forma de um aumento na sua quantidade de dinheiro; o lucro seria na forma de um aumento na quantidade de bens e serviços que você é capaz de comprar com a mesma quantidade de dinheiro que você possuía antes. 
Portanto, uma deflação de preços traria um enorme benefício para você.
Agora, se é benéfico para você portar esta moeda em um momento que os preços dos bens e serviços estão caindo, por que seria ruim para o público em geral do seu país portar esta mesma moeda em um momento em que os preços das moedas estrangeiras estão caindo? 
Quando a sua moeda se torna capaz de comprar uma quantia cada vez maior de moedas estrangeiras à medida que o tempo passa, está havendo uma deflação de preços para os itens que estão sendo comprados: as moedas estrangeiras. 
Por que seria desvantajoso para a população deste país ter uma moeda que ganha poder de compra em relação às outras?  Por que seria ruim ser usuário desta moeda e por que seria bom ser usuário das moedas estrangeiras que estão se desvalorizando mais?  Não faz sentido.  Será que há suíços ansiosos para trocar seus francos por bolívares venezuelanos ou por pesos argentinos?
O que é bom para um indivíduo honesto é bom para a nação.  Se é bom para um indivíduo ter um moeda que está se valorizando, então é bom para toda uma nação ter uma moeda que está se valorizando.  Como é possível dizer que é algo bom para os indivíduos utilizarem uma moeda que está se valorizando e, ao mesmo tempo, dizer que o país deveria instruir seu Banco Central a não permitir que a moeda nacional se valorize?
Vivemos em uma era mercantilista.  Aquelas grandes empresas voltadas para a exportação querem ver o valor de suas moedas domésticas caindo continuamente.  Todas as empresas voltadas para o setor exportador, de todos os países, querem que isso ocorra.  Em outras palavras, elas não querem viver um sistema em que os preços são definidos pelo livre mercado.  Elas querem que os bancos centrais de seus países intervenham de modo a reduzir o valor internacional de sua moeda doméstica. 
Sendo assim, por essa lógica, o que é bom para indivíduos passa a ser supostamente ruim para toda a nação.  Porém, o que é a 'toda a nação' se não o agregado de todos os indivíduos?
Sempre que você ouvir alguém dizendo que a moeda do seu país tem de se desvalorizar em relação ao dólar — ou que o dólar tem de encarecer —, você está na presença de um mercantilista.  Trata-se de alguém que crê que a perda do poder de compra da moeda nacional é algo bom.  Ele pensa assim porque a depreciação cambial representa um subsídio ao setor exportador. 
Porém, deveria ser algo óbvio que, quando partimos da lógica de que aquilo que é bom para o indivíduo é bom para a maioria dos cidadãos do país, uma moeda doméstica em contínua apreciação em relação às moedas estrangeiras é algo positivo.  Isso indica que seu banco central está inflacionando menos do que os outros bancos centrais ao redor do mundo.  Significa que seu banco central está sendo mais austero e mantendo a sua moeda mais robusta.  E uma moeda robusta é aquela que está se valorizando. 
Mas não é assim que políticos pensam.  E também não é assim que economistas dos bancos centrais pensam.
Somente exportadores gostam de uma moeda que está se desvalorizando internacionalmente.  E são muito poucas as pessoas de uma economia que trabalham para exportadores.
Desvalorizar a moeda de um país é um ato que gera uma redistribuição de riqueza dentro do próprio país.  A riqueza é retirada dos setores da economia que não estão ligados à exportação e direcionada para os setores ligados à exportação. 
Adicionalmente, a desvalorização funciona como um subsídio aos compradores estrangeiros.  Desvalorizar a moeda de um país é uma bênção para os estrangeiros, pois agora eles poderão importar bens deste país a preços mais baratos.  Os estrangeiros poderão agora comprar mais bens com sua moeda, a qual repentinamente se valorizou perante a moeda do país que desvalorizou.  A consequência deste subsídio aos estrangeiros é a redução da oferta de bens no mercado doméstico, o que pressiona ainda mais a carestia.
Sempre que políticos e economistas de seu país disserem que o câmbio tem de se desvalorizar, eles não verdade estão querendo subsidiar os estrangeiros.  Com a desvalorização, bens que até então estavam relativamente caros passarão a se tornar uma verdadeira barganha para os estrangeiros — ao menos até que os preços comecem a subir em consequência da desvalorização da moeda.
No início do processo de desvalorização da moeda, o setor exportador conseguirá comprar fatores de produção a preços que ainda não se alteraram.  Com o passar do tempo, a desvalorização da moeda começará a exercer efeitos inflacionários sobre toda a economia, gerando aumento de preços.  Neste ponto, o setor exportador será forçado a elevar seus preços.  Ato contínuo, é de se esperar que os exportadores clamem por novas rodadas de desvalorização cambial para reiniciar o ciclo e favorecê-los novamente.
De novo vale ressaltar que, quanto mais bens forem exportados, menor será a oferta destes bens no mercado interno, algo também propício a gerar mais inflação de preços e, consequentemente, um menor padrão de vida.
É de se lamentar que a maioria das pessoas não entenda de economia.  Para os exportadores, no entanto, que se beneficiam deste assalto ao poder de compra da população, essa ignorância econômica de seus compatriotas é uma dádiva.  Dado que é impossível ganhar algo a troco de nada, o que ocorre é que um pequeno grupo de exportadores ganha muito e, em troca, o restante das massas fica com preços crescentes para quase todos os bens e serviços da economia. 


link:


http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1776

Morte, Carnaval e fantasia

Fábio Blanco
É interessante, senão bizarro, como, no Brasil, as pessoas são capazes de se comover com a condenação à morte de um traficante de drogas, em um país do outro lado do mundo, enquanto mantêm-se absurdamente insensíveis em relação às milhares de mortes violentas que ocorrem diariamente em suas próprias ruas.
Algo está fora de lugar nisso tudo. Nada justifica qualquer comoção com a condenação do brasileiro criminoso, quando centenas de outras pessoas, envolvidas com esse mesmo comércio ilegal, em terras brasileiras, são condenadas sumariamente pelo crime organizado e pela própria vida bandida que levam.
Qualquer manifestação de repúdio à condenação do traficante, sem uma multiplicada demonstração de inconformismo com a tragédia que ocorre em nosso país, é mais do que hipocrisia; é a prova clara de que o brasileiro perdeu completamente o senso da realidade e fala apenas por meio de categorias ideológicas.
Na verdade, essas pessoas quando reclamam do julgamento do governo da Indonésia, fazem isso não como defensoras da vida, mas como quem teve o orgulho ferido. Elas não estão preocupadas com o bem-estar do criminoso, mas apenas querem demonstrar sua indignação por ver um país agindo com a rigidez que lhes falta. É como se dissessem: o criminoso é nosso e só nós temos o direito de fazer dele o que bem entendemos. E nós sabemos muito bem o que se costuma fazer com os bandidos por aqui: os transformam em heróis!
O que mais me incomoda nisso tudo, porém, não são as manifestações das esferas governamentais, sabidamente corrompidas pela ideologia assassina do marxismo e historicamente defensoras de criminosos. O que mais me chama à atenção são os idiotas úteis que ocupam os meios de comunicação para revelar sua indignação com a aplicação da pena capital por aquele país muçulmano. Estes jornalistas, artistas e acadêmicos vêem a público expressar sua repulsa em relação à morte do traficante, em terras estrangeiras, enquanto se calam, em um silêncio sepulcral, quanto às milhares de mortes que ocorrem em baixo de seus narizes (talvez também porque, muitos destes, estejam com seus narizes prejudicados por uso contínuo das mesmas substâncias causadoras da condenação do brasileiro na Indonésia).
Tal discrepância apenas pode ser explicada pelas décadas de contaminação ideológica que tomou conta do beautiful people brasileiro. Estes, simplesmente, não conseguem mais pensar com lógica, com bom senso, baseados nos dados da realidade. Quando se manifestam, apenas expõem os lugares-comuns do pensamento de esquerda, que nunca teve qualquer compromisso com a verdade, mas, apenas, com sua utopia.
Assim, quando essas pessoas vêm a público reclamar da condenação do traficante, ao mesmo tempo que não se encontra em suas falas qualquer menção à carnificina brasileira causada pela violência oriunda da criminalidade nacional, só podemos concluir que trata-se de uma dissociação coletiva da realidade, que só pode ocorrer em uma nação já destruída por anos de propaganda ideológica criminosa.
Nem digo que esses faladores são mal intencionados. Pelo contrário, eles acreditam que estão defendendo o que há de mais alto em moralidade e amor à humanidade. Eles, simplesmente, perderam o senso do real.
Não se pode dizer nem que se trata de hipocrisia generalizada. Mesmo o hipócrita precisa ter uma noção da realidade para poder manipulá-la. O problema aqui é mais profundo. O brasileiro não vê mais o mundo como ele é, mas apenas o que ele imagina que existe.
Décadas de propaganda esquerdista tornaram o brasileiro um esquizofrênico. Para este, o perigo não se encontra nos fatos verdadeiramente perigosos, mas nas ameaças criadas pela sua própria imaginação. Da mesma forma, para os palpiteiros midiáticos deste país, a morte de um bandido, após um julgamento justo, em terras distantes se tornou uma afronta muito maior do que os assassinatos contínuos ocorridos ao lado de sua casa.
E dessa forma, seguem achando a coisa mais normal do mundo chorar a morte justa de um homem ligado ao tráfico de drogas, enquanto tripudiam dos milhares que morrem aqui, por causa do mesmo tráfico, ao se prepararem alegremente para festejar o Carnaval, sabidamente financiado pelo comércio de drogas ilícitas.
Somos o país do Carnaval e acho que é por isso que o brasileiro vive no mundo da fantasia.
Fonte: Fábio Blanco
Divulgação: www.juliosevero.com
Leitura recomendada:



link:



http://juliosevero.blogspot.com.br/2015/01/morte-carnaval-e-fantasia.html

Freira implora por cristãos estuprados, vendidos e mortos pelo ISIS

Refugiados vivem 'como animais' em campos de refúgio

Leo Hohmann
É a temporada de "paz na Terra", mas a irmã Hatune Dogan sente um calafrio no seu espírito, que só poderia ser sentido em um tempo de guerra.
Hatune Dogan
A freira cristã ortodoxa o sente a cada nova atrocidade cometida contra as minorias Yazidi e cristãs da Síria e do Iraque. Ela o sente nas igrejas queimadas em todo o Egito e na matança de crianças inocentes no Paquistão.
Por esta razão, ela trouxe uma palavra de advertência para os americanos em uma visita na semana passada em Minnesota, onde ela falou com vários grupos de igrejas.
O clima político de hoje lembra o de 1915 e em sua pátria, a Turquia, quando sua família sofreu a crueldade do califado otomano, que massacrou 3 milhões de cristãos e reduziu outros à condição de cidadãos de segunda classe sob a subjugação ou "dhimmitude".
O ISIS não tem nada de novo, disse ela, é apenas o ressurgimento do lado negro do Islã.
"O ISIS não é fanático. O ISIS não é mais terrível. O ISIS representa os crentes muçulmanos reais que gostam de seguir o Corão e a Maomé", disse o fundador da Warburg, a Fundação da Irmã Hatune sediada na Alemanha, uma organização de ajuda em nível mundial, que foi homenageada pelo governo alemão por sua dedicação aos direitos humanos.
"Outros dizem que eles é que são muçulmanos. Eles dizem acreditar no Corão, mas eles não o seguem", disse ela.
Os cristãos armênios representam cerca de metade dos 3 milhões de pessoas que perderam a vida na Turquia, mas a outra metade era de cristãos de várias origens étnicas – ortodoxos gregos, ortodoxos sírios e protestantes. Todos sentiram as crueldades da guerra santa islâmica contra as suas cabeças.
A irmã Hatune chegou na última quinta-feira (18/12/2014) no aeroporto de Atlanta para uma parada em seu caminho de volta para a Alemanha. Ela estava vestida com roupas pretas tradicionais e um hábito que cobre o cabelo dela. Ela usava um crucifixo simples de madeira ao redor de seu pescoço e levou com ela uma cópia já gasta pelo uso do Corão, que se tornou seu companheiro constante por onde passa para ensinar sobre a atual situação no Médio Oriente.
Ela acredita que os cristãos do Ocidente precisam saber o que está escrito no livro sagrado dos muçulmanos. Se o fizessem, eles iriam perceber que tudo o que o Estado islâmico, também chamado de ISIS, está fazendo já foi feito no passado por muçulmanos devotos que conquistaram um povo e que eles veem como "infiéis".

Onde estão todos os cristãos?

A irmã Hatune aponta para o fato de que 96 por cento das pessoas que povoaram o Oriente Médio, na virada do século VIII, eram cristãos. Agora, a população cristã diminuiu para 6 por cento. A Turquia já foi quase toda cristã, mas agora é 0,03 por cento cristã. O Iraque tinha 1 milhão de cristãos sob Saddam Hussein, mas agora apenas alguns milhares permanecem e as igrejas de Bagdá estarão quase vazias neste Natal.
"Onde estão os cristãos? Onde estão essas pessoas? Basta perguntar a si mesmo", disse a freira destemida, cuja língua nativa é o aramaico.
Sua família viveu inicialmente na Turquia, como judeus, mas depois toda a sua aldeia se converteu ao Cristianismo.
Nascida em 1970, a filha do meio entre 10 filhos, a irmã Hatune aprendeu a falar 13 línguas, mas nenhuma a torna mais orgulhosa do que o aramaico.
"Esta é a língua de Jesus", ela disse ao WND.
A Fundação Irmã Hatune funciona em 35 países com Mateus 25:34-40 como a sua declaração de missão – alimentando, vestindo, abrigando e prestando assistência médica aos pobres e perseguidos do mundo. Ela tem feito viagens regulares para o Oriente Médio desde 2005, e o ISIS apresenta um novo desafio: tentar resgatar as crianças órfãs de suas garras.
A irmã Hatune voltou para seu convento na Alemanha por apenas alguns dias antes de ela fazer outra viagem ao Oriente Médio para celebrar o Natal com os cristãos perseguidos. Ela estava com eles em novembro, quando ela visitou os campos de refugiados no Iraque, na Jordânia, no Líbano e na Turquia. Ela também foi furtivamente para a Síria para se reunir com os cristãos de lá.
"Eles precisam de seu apoio. Sem o seu apoio eles não podem continuar", diz ela em um vídeo mostrando como é um grupo de refugiados de Yazides. "Eles vivem como animais. Morrendo de fome. Sem nenhum alimento. Sem saúde. Ninguém deveria ter que viver assim".
É uma situação difícil que ela conhece muito bem. A pergunta "O que aconteceu com todos os cristãos?" é puramente retórica e completamente pessoal. Sua família viveu durante o genocídio de 1915, na Turquia, país de onde seus pais fugiram em 1985.
Sua tia-avó, Sarah, viveu a perseguição em Zaz, uma pequena aldeia no sudeste da Turquia, em 1915.
"Ela tinha 18 anos de idade, muito bonita. Um dos homens muçulmanos a viu e disse: 'Ela é linda. Ela pertence a mim'", disse a irmã Hatune.
Sarah tinha quatro irmãos, a mãe e o pai, vários primos, tias e tios que viviam na aldeia.
"Doze ao todo, em outubro de 1915, eles os mataram na frente de seus olhos", disse a irmã Hatune, apontando com as mãos e falando com um forte sotaque. "Atiraram neles diante de seus olhos".
A operação foi realizada por jihadistas islâmicos, ambos os turcos e os curdos, com a bênção do exército turco.
"Foi planejado", disse ela.
Ao todo, 365 membros da igreja de sua família, St. Demetrios, foram assassinados, o que representa cerca de metade da população da aldeia.
"Primeiro eles atiraram neles. Mais da metade ainda estavam vivos quando eles os queimaram vivos na igreja, em 1915, na minha aldeia", disse ela.
Sua bisavó tinha dois filhos e foi forçada em 1921 a implorar aos seus senhores muçulmanos para deixá-la manter um deles e criá-lo como um cristão.
É a mesma experiência que está ocorrendo hoje sob o ISIS no Iraque e na Síria.
"As moças mais bonitas eles tomam para serem suas esposas e dizem: 'agora você tem de ser muçulmana'", disse a irmã Hatune.
As outras são forçados a se converterem ou morrerem. Muitas foram mortos na frente de seus pais. Ela tem um vídeo contrabandeado para fora do Iraque, que mostra três meninos, em torno de 5 ou 6 anos de idade, sendo psicologicamente atormentados por seu eventual assassino.
"Digam-me a cabeça de quem devo cortar em primeiro," o homem pergunta a eles em árabe.
Uma longa faca de açougueiro está pronta em uma mesa ao lado dele.
"Vamos colocar a cabeça aqui", diz ele, enquanto os meninos gritam de terror.
Eles dão um passo atrás, mas os limites da pequena sala não deixam espaço para onde correr.
Quando nenhum dos meninos dá um passo à frente para oferecer o pescoço, o homem grita: "Venham todos vocês. Venham todos vocês!".
Ele pega um dos meninos. O de camisa branca. O menino grita e os outros dois choram.
"Você é do ISIS?", O homem grita para o menino que está gritando. "Você é do ISIS?".
"Não!", O menino responde em meio às lágrimas.
Todos os três foram decapitados. A freira disse que recebeu o vídeo de um parente dos três rapazes.
Em outro vídeo, filmado em 2013, três padres cristãos são mostrados sendo levado para fora em um campo com as mãos amarradas. Um homem muçulmano luta com um sacerdote e joga-o no chão e corta-lhe a cabeça, enquanto várias centenas de muçulmanos gritam: "Allahu Akbar! Allahu Akbar! Allahu Akbar!".
Irmã Hatune segura no colo um menino desnutrido na Índia, uma das dezenas de países em que a sua fundação trabalha.

‘Eu acredito em Ação’

Baseando-se em seu próprio historico de família, a irmã Hatune recentemente terminou o trabalho de seu 13º livro, "I Believe in Action" (Eu acredito em ação), escrito para comemorar o 100º aniversário do genocídio cristão na Turquia. Neste livro, ela compara a vida de Jesus com a de Maomé, o principal profeta do Islã.
"Eu não escrevo da minha cabeça. São todos fatos", disse ela. "Maomé veio e trouxe a morte, a decapitação, a pedofilia. Ele dormiu com uma menina de 9 anos de idade, casou-se quando ela tinha 6 anos de idade. Sabemos porque ela diz isso no Hadith. No Iêmen hoje, onde a xariá é a lei, eles têm que se casar com a menina antes de sua primeira menstruação, no máximo aos 13 anos de idade, porque está escrito".
A irmã Hatune folheia o seu Corão e encontra um outro verso que diz esse livro que leva os muçulmanos a assassinarem os cristãos no Oriente Médio.
"Vinte e cinco vezes no Corão diz para matarem os cristãos, porque estamos envolvidos em politeísmo", disse ela, explicando que os muçulmanos não entendem o conceito da Santíssima Trindade.  “Além disso, o Corão diz para não fazer amizade com os cristãos”.
A Europa está a caminho de se tornar o próximo campo de batalha do Islã, em especial na Bélgica e na França, onde os muçulmanos representam de 6 a 10 por cento da população. O país de adoção da irmã Hatune, a Alemanha, tem pelo menos 4 por cento de muçulmanos e tem mais de 4.000 mesquitas.
"A mesquita não é apenas para a oração", disse a freira. "É para se prepararem para matar o incrédulo e controlarem o mundo".
No Corão há 97 versos contra o incrédulo.
"E há versos contra os cristãos que dizem que Deus é Pai, Filho e Espírito Santo, ou que Jesus é o Filho de Deus. Eles têm de ser decapitados, a cabeça cortada no pescoço; nenhuma outra interpretação. Isto é o que os muçulmanos estão fazendo. Os muçulmanos normais, que são realmente muçulmanos, têm que seguir esta regra", disse ela. "Nunca haverá paz na Terra se esses versículos do Corão não forem parados. Está no Corão, no Hadith e na Sunna 36.800 vezes, as palavras 'corte', 'mate' ou 'ataque'. Como pode haver paz na Terra?".
O Corão também dá permissão aos homens muçulmanos para estuprarem meninas e mulheres que são mantidas em cativeiro como escravas (Sura 23:5-6).
Em cidades conquistadas, o ISIS tem marcado as casas dos cristãos com um símbolo vermelho do Nazareno. Em seguida, são visitadas por combatentes do ISIS que trazem horrores indizíveis sobre as famílias.
A irmã Hatune diz que isto é justificada pela Sura 5:33 do Corão, que afirma:
"De fato, a pena para aqueles que travam uma guerra contra Alá e Seu Mensageiro e se esforçam na terra [para causar] corrupção é nenhuma outra senão que eles sejam mortos ou crucificados ou que suas mãos e pés sejam cortados a partir dos lados opostos ou que sejam exilados da terra".
Os defensores do islamismo no Ocidente dizem que o versículo é tirado de contexto por "islamofóbicos", mas a irmã Hatune acredita no contrário.
"Aqueles entre nós, cristãos do Oriente Médio. Nós os conhecemos. Sabemos as suas regras", disse ela.
Hoje, existem 57 países islâmicos que vivem sob a lei islâmica.
"A educação não é permitida para as meninas. As mulheres são criadas para o sexo para os seus senhores", disse ela. "Se ela for estuprada ela tem que trazer quatro homens com ela como testemunha. Claro que isso é impossível, então ela será apedrejada. Existem muitas mulheres e meninas que morrem de apedrejamento".
A irmã Hatune lembra de ir para a escola na Turquia quando era uma jovem. Mesmo que todos na sua aldeia fossem cristãos, nenhum cristão era autorizado a ocupar posições de autoridade sob a lei islâmica, porque todos os seus professores eram muçulmanos. Se as crianças cristãs fossem pegas indo à igreja o professor iria surrá-las, geralmente, batendo as mãos com uma haste de metal.
Ela disse que o governo turco confiscou todas as armas dos cristãos antes de lançar uma jihad violenta contra eles.
"Aldeia por aldeia eles vinham e diziam: 'Se você não der suas armas vamos colocá-lo na prisão por sete anos'", disse ela.
Com a idade de 14 anos, a irmã Hatune deixou a Turquia com seus pais, em 1985, encontrando refúgio na Alemanha. Ela se juntou a um mosteiro chamado Irmãs Servidoras de Cristo quando tinha 16 anos.
"Nós éramos uma família rica. Eles ameaçaram meu pai de cortá-lo aqui", disse ela com um puxão na parte inferior de sua orelha. "Ele fugiu. Ele disse que isso foi o suficiente. Temos de deixar tudo e ir embora".
Theodore Shoebat, filho de um ex-terrorista palestino que virou cristão, Walid Shoebat, descreveu a Irmã Hatune em 30 de dezembro de 2013 em um artigo como uma moderna Madre Teresa dos dias atuais.
"A disposição de Hatune para ajudar os perseguidos é tão imensa que ultrapassa o que alguém está fazendo hoje no Oriente Médio", escreveu Shoebat. "Ela já visitou 38 países e trabalhou no Ministério da Caridade e Serviço Social no Zimbabwe, na Turquia e na Índia. Seus atos de justiça naturalmente recebem a ira vociferante dos jihadistas, nas palavras de Dogan, 'eu recebo 18 ameaças de morte em sete línguas'".

Uma mensagem para a América

A irmã Hatune veio para a América na semana passada para buscar doações para o seu ministério para as minorias perseguidas do Iraque, da Síria, do Egito e da Índia. A maioria destas minorias são cristãos, mas muitos no Iraque e na Síria são da antiga seita Yazidi. Em um vídeo, a Irmã Hatune aparece em um campo de refugiados Yazidi cercada por famílias que não têm nada, senão as roupas do corpo.
Ela veio para a América com um pedido de ajuda. Mas ela também veio com uma mensagem para os americanos.
"A América está convidando seus próprios assassinos para a sua porta", disse ela, referindo-se à política dos Estados Unidos de acolher os refugiados muçulmanos através do programa de refugiados das Nações Unidas.
O site WND relatou em 11 de dezembro que a ONU indicou 9.000 refugiados, em sua maioria muçulmanos da Síria, para o reassentamento em cidades norte-americanas e os EUA aceitaram quase 2 milhões de pessoas de países muçulmanos desde 1992.
"Você já tem uma sociedade paralela na América", disse a irmã Hatune. "Em 50 anos eles vão matar aos seus netos diante de seus olhos. O Oriente Médio já está aqui nos Estados Unidos. É aqui. Não é muito longe daqui. Ele está à porta de cada americano".
Essa é uma mensagem que muitas igrejas em Minnesota não estavam prontas para ouvir, disse Debra Anderson, que dirige uma seção local da ‘Aja em favor da América’ e patrocinou a recente visita da Irmã Hatune.
"Ela queria fazer algo na prática. Ela sentia que a fé sem obras era morta", disse Anderson. "Mas foi difícil convencer outros a convidá-la para falar em igrejas em Minnesota. Alguns não queriam convidá-la por causa de sua mensagem. Eles acham que ela critica muito os governos muçulmanos".
Um grupo da igreja que a convidou para falar deu-lhe uma recepção que Anderson descreveu como "gelada".
Eles visitaram uma ordem de freiras católicas e "cinco ou seis delas saíram de perto no fim de sua apresentação", disse ela.
"Algumas das fotos do sofrimento humano, que ela mostrou em sua apresentação, eu acho que elas ficaram realmente abaladas", disse Anderson. "Eu não sei se elas já tinham sido contestadas em sua forma de pensar assim. Mas eram todos fatos. Dissemos a elas para verificarem com outros especialistas.
"Mas tinha esta freira que apenas veio me interromper e dizer, 'Eu não vou ouvir mais nada dela'", disse Anderson. "Eu sofri para conseguir levá-la para as igrejas. Eu realmente sofri".
Anderson disse que colocou um pedido para falar em locais para cerca de 800 pessoas em sua lista de e-mail que representam diversas denominações cristãs.
Apenas alguns responderam com convites.
Uma das freiras do convento em Minnesota interrompeu a apresentação da irmã Hatune com uma preocupação específica.
"Irmã, isso é o suficiente", disse ela, expressando sua preocupação sobre a potencial reação contra os muçulmanos na comunidade se a documentação da irmã Hatune chegasse a ser amplamente divulgada.
Mas enquanto alguns rejeitaram os casos de milhares de meninas sendo estupradas e as imagens de cristãos sendo crucificado pelo ISIS ou de muçulmanos jogando futebol com as cabeças de suas vítimas, outros reagiram vindo depois e perguntando como eles poderiam obter mais informações e possivelmente envolver-se em ajudar os cristãos perseguidos.
"Minha missão é ajudar as pessoas que sofrem onde eles estão", disse a irmã Hatune. "Eles não podem vir a mim, então eu vou a eles. Cem por cento das doações vão para as pessoas que sofrem. Somos todos voluntários. Nós somos totalmente independentes. Nós não temos nenhum grande doador agora. Eu gostaria. Temos dois peixes e cinco pães, e Deus os está multiplicando".
O trabalho é realizado por 5.000 voluntários com uma equipe que não recebe nenhum salário, disse a irmã Hatune.
Um homem idoso alemão deixou para a freira ortodoxa um pequeno salário para viver, quando ele morreu. Ela paga de seu próprio bolso para viajar, ou tem um patrocinador que paga o seu voo, como foi o caso com a sua viagem para Minnesota.
Agora ela está fazendo planos para voltar ao Oriente Médio no Natal, na esperança de trazer alguns presentes para as crianças.
Um dos que ouviram a mensagem dela perguntou se ela estava com medo.
"Todo mundo tem medo", disse a irmã Hatune. "Mas eu sou chamada para demonstrar solidariedade. Você faz isso, não com conversas, mas com ação, com o dever. Jesus é o meu guarda-costas".
A freira diz que a cultura islâmica é, basicamente, "como um cão", que deve ser confrontado. Se há um vazio ou uma fraqueza na cultura cristã, os muçulmanos vão sentir a fraqueza e continuar a marcha para frente e intimidar a cultura nativa.
"Você não pode ter medo da cultura do Islã", disse ela. "Se você correr, eles vão vir atrás de você como faz o cão. Você deve defender seu território. Eu não digo lutar. Digo resistir. Eu digo-lhes: 'Pare. Eu não quero você. Eu tenho meu próprio Deus’. Eles vêm aqui pensando em conquistar o país. Se eles não aceitam o modo de vida americano, que voltem para suas terras originais. O governo tem que entender isso".
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