segunda-feira, 2 de julho de 2012

24.Como fazer um brasileiro

Enquanto isso no México.....


PEÑA NIETO DETONA O FORO DE SÃO PAULO

Henrique Peña Nieto Peña Nieto e sua esposa
O candidato do Partido Revolucionário Institucional (PRI), Enrique Peña Nieto, ganhou as eleições presidenciais do México, de acordo com uma amostra de atas de votação elaborada pelo Instituto Federal Eleitoral (IFE), o órgão responsável pelo pleito. Se confirmado o resultado, o PRI – legenda que governou o México initerruptamente de 1929 até 2000 – voltará ao poder 12 anos depois de ser derrotado pelo PAN (Partido da Ação Nacional), do atual presidente Felipe Calderón. 
Segundo a amostra de quase 7.600 atas, Peña Nieto obteve entre 37,93% e 38,55% dos votos, anunciou o presidente do IFE, Leonardo Valdés, em mensagem transmitida pela televisão mexicana em rede nacional. De acordo com os dados, o candidato da esquerda mexicana, Andrés Manuel López Obrador, obteve entre 30,9% e 31,86% dos votos. Apesar da projeção oficial, Obrador não admitiu a derrota e afirmou que irá esperar o resultado definitivo.  Leia MAIS

MEU COMENTÁRIO: O candidato Peña Nieto era apontado desde o começo da campanha como o favorito. Lopes Obrador, o comunista que contavam com o apoio do Foro de São Paulo, a organização esquerdista latino-americana ainda não admitiu a derrota. Como sempre, os comunistas nunca admitem a derrota. Obrador tinha o apoio do Foro de S.Paulo. Houve inclusive uma reunião no início do ano no México onde o secretário do Foro, que também é dirigente nacional do PT, Valter Pomar, reafirmou o apoio dos comunistas latino-americanos ao candidato Obrador.
Obrador teve também o apoio dos marketeiros do PT. Nesta eleição emulou Lula. Apareceu com discurso manso de paz e amor. Mas os mexicanos parecem não ter embarcado na aventura comunista e sufragaram o candidato Peña Nieto.
Todavia a maioria da imprensa dominada pelos comunistas bateu forte contra Peña Nieto, por ser ele candidato pelo PRI, o antigo partido mexicano que governou o país por 70 anos. Entretanto o PRI de 2012 não tem mais nada a ver com a velha guarda. Junto com Peña Nieto há um grupo de políticos jovens e sintonizado com a modernidade e, sobretudo, com a democracia e a saudável alternância do poder que o Foro de São Paulo tenta solapar.
Penã Nieto é um político carismático. Caberá a ele por fim à avassaladora a violência que castiga o México.

Comitê da vergonha!

   Col paga plano de saúde a presidente da CBF!!




Não satisfeito em aumentar seu salário na CBF de R$ 90 mil para R$ 130 mil e de receber mais R$ 110 mil no COL, além de pagar para seus assessores Ricardo Teixeira, R$ 105 mil, e Marco Polo Del Nero, R$ 130 mil, eis que José Maria Marin acaba de contratar o serviço de assistência médica Omint, por R$ 6.398,72 mensais, tudo pago pelo COL.
Alguém, muito liberal, e de hímen complacente, dirá que tanto a CBF quanto o COL são entidades privadas e que ninguém tem nada a ver com isso.
E Marin seguirá festejando por ter tirado a sorte grande pela segunda vez (a primeira foi quando sucedeu bionicamente Paulo Maluf no governo paulista), agora aos 80 anos de idade.
Assim como Del Nero, que o sucederá na CBF.

(A charge o blog foi buscar no “Lancenet!“, do excelente Mário Alberto, que por cinco anos ilustrou, para meu orgulho, as colunas desta blogueiro no diário “Lance!“).

Não foi golpe e sim uma ruptura de governo será?

'O que houve no Paraguai foi ruptura política e não golpe', diz especialista
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ELIANE CANTANHÊDE
COLUNISTA DA FOLHA

Autor de um dos livros mais respeitados sobre o Paraguai no Brasil, "Maldita Guerra", da Companhia das Letras, o professor da Universidade de Brasília (UnB) Francisco Doratioto diz que a deposição de Fernando Lugo da Presidência "foi ruptura política e, definitivamente, não um golpe de Estado".
"Lugo foi constitucionalmente eleito e constitucionalmente deposto. Não só ele foi eleito, os deputados e os senadores também foram", disse Doratioto, paulista, 55, doutor em história das relações internacionais.
Folha - Foi golpe?
Francisco Doratioto - Houve uma ruptura política e, definitivamente, não um golpe de Estado. Não houve uso de violência, persiste a ordem, não há estado de sítio, a liberdade de imprensa é a mesma de antes --maior que em muitos países da região.
Os procedimentos seguiram as leis e a Constituição paraguaia, que preveem impeachment por "mau desempenho das funções" e não falam em prazos. Poderia ter sido em meia hora, um mês, quem determina é o Senado. Foi um julgamento político.

Lula Marques/Folhapress
Professor da UnB Francisco Doratioto defende que imagem de Fernando Lugo se desgastou por escândalos de paternidade
Professor da UnB Francisco Doratioto defende que imagem de Fernando Lugo se desgastou por escândalos de paternidade

Qual a gênese da ruptura?
Lugo só chegou ao poder em uma coligação com o Partido Radical Liberal porque o grupo dele, de esquerda, com forte vinculação com camponeses sem-terra, não tinha estrutura para, sozinho, assumir a Presidência. Tanto que o vice, Federico Franco, é do Partido Liberal.
Só que o Lugo, assim que assumiu, sempre tratou com menosprezo o partido aliado e o seu vice. O resultado foi o rompimento com o Partido Liberal e o isolamento. Na Câmara, ele teve um voto só.
Como avalia o governo Lugo?
Teve iniciativas muito interessantes, por exemplo, na área da educação, mas, no geral, decepcionou bastante. A própria figura dele se desgastou muito por ser um bispo que teve filhos e relações até com menores de idade.
A concentração de renda no Paraguai é terrível, e Lugo propunha a reforma agrária, mas nunca tentou implementá-la para valer, sempre manteve uma política populista, ambígua, em relação ao campo e aos movimentos de contestação. E o clientelismo e a corrupção, que ficaram fortemente entranhadas no Paraguai desde a ditadura de [Alfredo] Stroessner [1954-1989], permaneceram.
As 17 mortes no campo foram só pretexto para a queda?
Foi a gota d'água, mas é verdade que o Partido Colorado, que representa os setores mais conservadores, principalmente os latifundiários, sempre quis tirá-lo do poder.
Como também é verdade que a ambiguidade de Lugo, a indecisão dele, levou a uma forte decepção. Os historiadores que conhecem bem o país não previam a queda dele, mas, sim, a forte possibilidade de o Partido Colorado ganhar as eleições [em 2013].
Se Lugo tivesse seguido o exemplo de Hugo Chávez e tivesse mudado a Constituição, as instituições e os partidos, teria mais chance?
No Paraguai, as características da sociedade são totalmente diferentes das da Venezuela. O Partido Colorado é conservador, mas com penetração popular urbana e agrária. Tem mais de um milhão de filiados, ampla maioria no Congresso e inserção nas Forças Armadas, que nunca virariam Forças Armadas Bolivarianas.
O sr. não acusa Lugo de ambiguidade e de indecisão justamente porque ele não pesou a mão para mudar as coisas? Sob esse aspecto, Chávez não teve razão em fazer o que fez?
Tem razão quem fortalece as instituições. Chávez, Evo Morales [Bolívia] não são exemplos de modernidade, de construção de sociedades avançadas e inclusivas.
E Lugo?
Ao contrário da Venezuela e da Bolívia, não houve cerceamento à imprensa, constrangimento à oposição.
O próprio Lugo reconheceu a destituição, está em liberdade, dá entrevistas, vai viajar pelo interior. Só tentou mudar o discurso depois que viu que Venezuela, Equador, Bolívia e principalmente a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, estavam, ou estão, agitando a questão.
Então, viu uma réstia de poder político, mas ele próprio já sabe que só voltaria ao poder por "um milagre".
E a posição brasileira?
O Itamaraty em nenhum minuto falou em golpe e tentou assumir um papel de moderador.
Como disse o chanceler [Antonio] Patriota, o Brasil mantém relações com Estados, não com governos.
A Venezuela [de Chávez] e a Bolívia [de Evo] não perdem nada com o isolamento do Paraguai, mas o Brasil tem muito a perder. Não é uma questão ideológica.
Basta falar de Itaipu e dos 180 mil brasileiros vivendo no país. Precisa mais?

Brasil fez pressão contra o Paraguai!!!

Pressão do Brasil forçou entrada da Venezuela no Mercosul, diz Uruguai
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DE SÃO PAULO
DA EFE, EM MONTEVIDÉU


O governo do Uruguai afirmou nesta segunda-feira que seu país não esteve de acordo com a forma como foi decidida a entrada da Venezuela no Mercosul na cúpula realizada na sexta-feira passada em Mendoza, na Argentina, e que não "foi dada a última palavra" sobre esse processo, que será revisado "judicialmente".
"Nada é definitivo", e "se todo mundo tivesse tido certeza, a Venezuela teria entrado na sexta-feira em Mendoza. Por alguma razão os países definiram o prazo até 31 de julho", afirmou o ministro das Relações Exteriores uruguaio, Luis Almagro.
Em uma entrevista à rádio uruguaia "El Espectador", Almagro revelou também que a entrada da Venezuela, concretizada após a suspensão do Paraguai, foi tomada pela intervenção "decisiva" da presidente do Brasil, Dilma Rousseff, secundada pela da Argentina, Cristina Kirchner, na reunião de chefes de governo.
A decisão de apresentar o ingresso da Venezuela começou com "um pedido da presidente Dilma Rousseff e dessa reunião saiu o acordo. A iniciativa foi mais do Brasil, e o posicionamento brasileiro foi decisivo nessa história", disse Almagro.

Leo La Valle/Efe
Cristina Kirchner (à esq.), presidente Dilma Rousseff e José Mujica, presidente do Uruguai, durante cúpula
Cristina Kirchner (à esq.), presidente Dilma Rousseff e José Mujica, presidente do Uruguai, durante cúpula

Almagro considerou que o presidente do Uruguai, José Mujica, "fez o correto" ao dar "mostras mais do que suficientes de ter defendido a outra posição de uma forma bastante implacável".
Além disso, ele evidenciou o descontentamento de Montevidéu perante a gestão da situação por seus dois grandes vizinhos, Brasil e Argentina, que formavam o bloco com o Paraguai até a sexta-feira, quando se decidiu pela entrada da Venezuela.
"No marco negociador que tínhamos na quinta-feira", quando foi realizada a reunião de chanceleres prévia à presidencial do dia seguinte, "nós fomos especialmente contrários à entrada da Venezuela nestas circunstâncias", revelou.
BRASIL E ARGENTINA
Segundo Almagro, tudo "acabou se resolvendo em reunião fechada dos presidentes, que começou com um pedido da presidente Dilma Rousseff, que disse: 'tenho que falar politicamente de algo com vocês dois (Mujica e Cristina Kirchner)".
Nesse momento, "tivemos que tirar os chanceleres da reunião, e desse encontro saiu este acordo", relatou.
"Brasil e Argentina estavam muito de acordo sobre neste assunto, mas o posicionamento do Brasil foi decisivo", acrescentou.
O ministro detalhou também que se retirou da sala quando foi lida a declaração final, e que Mujica se sentou na segunda fila, cedendo seu lugar ao embaixador uruguaio na Argentina, Guillermo Pomi.
Na sexta-feira passada foi realizada em Mendoza uma cúpula semestral do Mercosul na qual Brasil, Argentina e Uruguai suspenderam a participação do Paraguai em rejeição ao impeachment de Fernando Lugo.
Lugo foi destituído pelo Congresso após um julgamento político por mau desempenho de suas funções. O processo foi questionado por vários países e organismos internacionais, que alegaram falta de respeito ao devido processo.
Após lembrar que o governo de Mujica sempre esteve a favor de incorporar a Venezuela por sua "visão estratégica" de somar mais países ao bloco, Almagro disse, no entanto, que o Uruguai tem que "atuar de acordo com o mais pleno respeito ao Tratado de Assunção", que representou a fundação do Mercosul, em 1991.

ITAMARATY
Consultado pela Folha, o Itamaraty afirmou que não tem registro deste fato e que essa informação não confere com o fato de que as decisões no Mercosul são tomadas por consenso.

domingo, 1 de julho de 2012

Qual foi o preço do Rio+20?

Rio+20 custou cerca de R$ 97,1 milhões

A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), ocorrida entre 13 e 22 de junho, demandou desembolsos da ordem de pelo menos R$ 97,1 milhões por parte da União, recursos que foram administrados pelo Comitê Nacional de Organização da Rio+20 no âmbito do Ministério das Relações Exteriores (MRE). O levantamento não inclui despesas do governo do Estado ou da Prefeitura do Rio de Janeiro, ou ainda programas que tenham favorecido o evento de forma indireta. (veja tabela)
Apesar dos custos, o valor se encontra abaixo do orçamento previsto um mês antes do início da conferência, que ultrapassava a cifra de R$ 100 milhões. Na ocasião, já haviam sido gastos R$ 20,4 milhões, apenas em 2012, em dispêndios que incluíam locação e manutenção de imóveis, prestação de serviços de áudio, serviços gráficos e editoriais, serviços na área de tecnologia da informação, serviços de cópia e reprodução de documentos, além de consultoria.
No total, os repasses da União foram divididos na gestão de dois programas: política de meio-ambiente (R$ 1,5 milhão) e política externa (R$ 95,6 milhões). No primeiro grupo, concerne a atividade de “apoio aos temas ambientais da conferência”; no segundo, foram empregados R$ 11,9 mil em “eventos internacionais oficiais” e o restante na “organização e realização da conferência” propriamente dita. (veja tabela)
A maior parte dos gastos para organizar e realizar o evento se destinou à “locação de imóveis”, particularmente os espaços “Riocentro”, “HSBC Arena” e “Pier Mauá”. Ao todo, foram consumidos por volta de R$ 26,8 milhões com esse tipo de aluguel. O restante é atribuído à locação de “bens móveis” (R$22,8 milhões), locação de máquinas e equipamentos (R$ 16,9 milhões), seguros em geral (R$ 4,9 milhões), dentre demais custos também decorrentes de serviços prestados por empresas.
Desse montante, cerca de R$ 16,5 milhões foram destinados à “GL Events Centro de Convenções S.A.”. A sociedade é a responsável por locação do “Riocentro”, entre 02 e 27 de junho, e “HSBC Arena”, entre 07 e 26 de junho, sendo a empresa que mais recebeu da União em ações para a Rio+20. A segunda companhia com maiores repasses é a “Technik Brasil Ltda.”, designada para locação de equipamentos de audiovisual. Foram alocados R$ 14,1 milhões para a prestação de serviço.
O futuro que queremos
O documento final da Rio+20, aprovado em plenário da reunião, recebeu o título de “O futuro que queremos” e prevê, dentre outros pontos, a criação de um fórum político para desenvolvimento sustentável dentro das Nações Unidas. Ainda, estabelece a erradicação da pobreza como desafio principal dos Estados membros através da transferência de tecnologia a países em desenvolvimento.
Contudo, o texto oficial sofreu várias críticas por parte de segmentos da sociedade civil, ao ponto de lideranças de Organizações Não-Governamentais (ONGs) participantes da Rio+20 divulgarem carta aberta em repúdio à redação final.
“A Rio+20 passará para a história como uma Conferência da ONU que ofereceu à sociedade mundial um texto marcado por graves omissões que comprometem a preservação e a capacidade de recuperação socioambiental do planeta, bem como a garantia, às atuais e futuras gerações, de direitos humanos adquiridos”, diz trecho da carta.

Politicos sujos novidade!

Políticos sujos, estes sortudos...

Ministro Dias Toffoli, do STF foi o voto decisivo que considerou que os políticos precisam apenas apresentar as contas da última campanha eleitoral para concorrer as eleições deste ano.
Não precisa que as contas tenham sido aprovadas. Não precisa que eles comprovem ter utilizado corretamente o dinheiro píblico.
Não importa se eles roubaram, deixaram roubar, superfaturaram, desviaram...
Não! O importante é, apenas, que apresentem uma prestação de contas de qualquer jeito.
Os políticos das "contas sujas" são os mais sortudos deste ano.
Podem, inclusive, ter certidão de quitação eleitoral...
Disse o Ministro Toffoli que o Ministério Público tem mecanismos para buscar a punição dos políticos "contas sujas".
Ora, ora, Excelência! Do jeito que Justiça é rápida neste país, haja vista o numero de recursos que existem, possivelmente ninguém sofrerá condenação alguma enquanto exercerem, impunemente, seus cargos eletivos.
Lula, seus asseclas e prepostos, felizes, creio que aplaudiram o voto de seu "indicado".