segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

ICIATIVA DO VEREADOR JORGE MANAIA, BOLSONARO E OUTROS, CRIA O ORÇAMENTO IMPOSITIVO, INTERROMPENDO DEPENDÊNCIA HISTÓRICA ENTRE OS PODERES EXECUTIVO E LEGISLATIVO.


O projeto de emenda à Lei Orgânica 09/13 que cria o orçamento impositivo foi apresentado pelos vereadores Jorge Manaia (PDT), Carlos Bolsonaro (PP), Dr. Carlos Eduardo (SDD), Carlo Caiado (DEM) e Jorge Braz (PMDB), afim de quebrar a dependência histórica que o Poder Legislativo tem em relação ao Poder Executivo. 

Vereadores que recebem reclamações e que desejam realizar reformas ou investimentos em sua região ficam reféns da Prefeitura para realizarem demandas emanadas pelos eleitores que escolheram seu parlamentar. Ou seja, historicamente a Prefeitura somente possibilita investimentos nas regiões A, B ou C, se os parlamentares votarem de acordo com o que for solicitado pelo chefe do Executivo. 

Com a aprovação do referido projeto, extingue-se essa relação teoricamente promíscua, pois a Prefeitura fica obrigada a cumprir as emendas elaboradas pelos parlamentares que visem melhorias para a cidade, independentemente de como votarem seus representantes na Câmara Municipal. 

O parlamentar terá a independência e convicção de defender seu voto e o eleitor poderá ter a certeza que se seu representante se comportar de maneira equivocada durante votação, foi porque ele quis. Contudo, é claro que o julgamento de qualquer ideia defendida pelo parlamentar exije a necessidade do questionamento antes de qualquer julgamento feito pelo cidadão. 

As emendas de vereadores ao projeto de lei orçamentária serão aprovadas até o limite de 1,2% da receita corrente líquida prevista no Orçamento, sendo que a metade deste percentual só poderá se referir a ações e serviços de saúde. 

Sabemos o caos que a saúde pública passa, portanto fica claro no Projeto que 50% das emendas parlamentares desenvolvidas terão que ser aplicadas na área de saúde, como por exemplo; aquisição de materias para hospitais e demais benfeitorias nas redes hospitalares municipais. 

Na certeza de estarmos garantindo transparência maior na relação dos homens públicos, nos colocamos à dispsição para maiores esclarecimentos. 

Veja o Projeto de Emenda à Lei Orgânica 09/13: http://goo.gl/rIEA7a
Atenciosamente. 

Vereador Carlos Bolsonaro 

Tel: 21-2262-0535 / 21-3814-2118
Twitter: @VerBolsonaro
Fan Page Facebook: Carlos Bolsonaro
www.carlosbolsonaro.com.br



link:


domingo, 1 de dezembro de 2013






A coragem se dá por meio do empreendedorismo
por , sábado, 30 de novembro de 2013
 
 
 
 
 se o Brasil começasse a levar a sério o Dia do Empreendedor? É o 5 de outubro, data da aprovação do Estatuto Nacional da Microempresa e Empresa de Pequeno Porte, que não importa agora. Importa celebrar aquelas pessoas que estão abrindo novos caminhos sem a certeza de que alguém irá segui-las, celebrar quem está apostando alto em projetos que acabarão abandonados, superados ou copiados. Vamos celebrar as futuras falências, o fracasso iminente. Nassim Taleb escreve em Antifragile a mensagem que deveria acompanhar a celebração de um Dia do Empreendedor:
A maioria de vocês irá fracassar, acabarão desrespeitados, empobrecidos, mas nós somos gratos pelos riscos que estão tomando e pelos sacrifícios que vocês estão fazendo para o crescimento econômico do planeta e para tirar os demais da pobreza. Vocês são a fonte da nossa antifragilidade. Nossa nação agradece a vocês.
Por que comemorar o fracasso, e não apenas o sucesso? Porque a estrada do sucesso futuro é pavimentada com as ruínas dos fracassos passados. A falência cumpre na economia o papel que a falsificação de hipóteses cumpre na ciência experimental. "Alguém que não encontrou uma coisa está fornecendo conhecimento aos demais", diz Taleb, "conhecimento do melhor tipo, aquele da ausência (do que não funciona)."
Cada vez que você entra em um restaurante bom, que lhe agrada, lembre do outro empreendedor, que naufragou com seu outro restaurante menos agradável, mas que ajudou o processo de aprendizado de todo o setor de alimentação. Se o setor de restaurantes parece imune a crises, agradeça ao fato de ser um setor de maior rotatividade, com alto índice de falências. A fragilidade de cada estabelecimento deixa mais robusto o setor como um todo.
Enquanto cada empreendedor caminha com prudência em sua luta por sobreviver, a sociedade se beneficia de quem está mais disposto a correr altos riscos. Para que haja mais empreendedores com maior ousadia, precisamos elevar moralmente o status da atividade empresarial. Continua Taleb:
A fim de progredir, a sociedade moderna deveria tratar empreendedores arruinados da mesma maneira que honramos soldados mortos, talvez não com tanta honra, mas usando exatamente a mesma lógica.
Não é difícil encontrar empreendedores arruinados. Cerca de metade das empresas no Brasil não consegue sobreviver mais de três anos. Apenas uma minoria atravessa a marca dos cinco anos com vida. Como já disse em outro lugar, para abrir uma empresa no Brasil, gasta-se 152 dias com a obtenção de todas as licenças, inspeções e registros necessários. Leva-se quatro anos para fechá-la. No mesmo período, é possível abrir e fechar 7 empresas em Cingapura.
Até quando os empreendedores vencem no mercado, seu sucesso pode ser logo perturbado pelo que Werner Sombart e Joseph Schumpeter chamavam de destruição criadora. A próxima inovação pode sepultar a anterior. Deirdre McCloskey dá um exemplo:
Pense nas mais recentes cadeiras de praia, dobráveis e de lona, antes vendidas por U$40 e que agora custam U$6. Elas levaram à falência companhias que faziam as cadeiras de alumínio mais antigas. Por sua vez essas levaram à falência as velhas cadeiras dobráveis de madeira, que por sua vez levou à falência as ainda mais antigas cadeiras de madeira não dobráveis.
As pequenas grandes maravilhas do mundo contemporâneo foram trazidas por empreendedores. Foram eles que fizeram com que o smartphone que você tem no bolso (ou que está usando para ler esse texto) tenha uma capacidade de processamento superior a todo o projeto Apolo no ano em que o homem foi à lua.
Também foi o empreendedorismo que ajudou a cortar a pobreza mundial pela metade nas duas últimas décadas. E os pobres não apenas enriquecem como objetos do empreendedorismo alheio. Eles abandonam o poço da pobreza pela escalada do empreendedorismo próprio — especialmente quem estava amarrado ao fundo, como os Dalit, a casta dos "intocáveis" na Índia.
New York Times relata a transformação dos intocáveis. Estagnados em meio a preconceito social e político histórico, os Dalit nasciam pobres e morriam sem esperança de mobilidade social. A constituição indiana "relegou os Dalit à base da pirâmide social e os condenava a empregos de baixo status, como barbearia e trabalhos com couro". Nas salas de aula, as crianças Dalit tinham que se sentar no chão. Os pais não podiam ir ao mesmo templo ou beber da mesma água das castas superiores.
Até que algo aconteceu. Os Dalit começaram a "combater o sistema de castas com o capitalismo." Com a abertura comercial indiana em curso há mais de vinte anos, os intocáveis aproveitaram a oportunidade para abrir suas próprias empresas e contratar funcionários da sua própria casta. Formaram sua própria câmara de comércio e indústria,
Um próspero centro de líderes empresariais que ignoram por completo a intervenção do governo, realizando contato diretamente com candidatos qualificados e preenchendo ordens de compra de outras empresas Dalit.
Resultado? A diferença salarial entre os intocáveis e as outras classes caiu de 36% em 1983 para 21% em 2011, "menor que a diferença salarial entre trabalhadores brancos e negros nos Estados Unidos. A desigualdade educacional caiu pela metade."
A ascensão econômica traz ascensão social. Ashok Khade, um empresário Dalit, ainda se lembra de como era a vida antes do capitalismo, apesar de hoje ser recebido com saudação pelos líderes locais quando chega de BMW prata em sua vila natal.
'Esse é um período de ouro para os Dalit', diz Chandra Bhan Prasad, pesquisadora e ativista Dalit que hoje defende o capitalismo entre os intocáveis. 'Por causa da nova economia de mercado, a sinalização material está substituindo a sinalização social. Os Dalit já podem comprar sua posição na economia de mercado. A Índia está passando de uma sociedade de castas para uma sociedade de classe.'
(Fazemos filmes de atletas em provas de superação e de artistas psicologicamente torturados. Mas não celebramos o suficiente nossos empreendedores. Pense nas novelas. Quantos vilões eram empreendedores? E quantos heróis?)
Os pobres brasileiros podem exercitar a mesma coragem dos intocáveis indianos se suas oportunidades econômicas forem ampliadas. Devemos diminuir o custo de abrir e operar uma empresa para que o caminho do empreendedorismo esteja aberto à base da nossa pirâmide social. Muitos irão fracassar. Por isso é importante honrar cada tentativa. Outros irão ter sucesso, e servirão de exemplo para novas gerações:




é presidente do Instituto Ordem Livre e professor do curso de Relações Internacionais do Ibmec-MG. Trabalhou com pesquisa em políticas públicas para o Cato Institute e para a Atlas Economic Research Foundation em Washington DC. Seus artigos já apareceram em publicações diversas, como O Globo, Folha de S. Paulo e Estado de S. Paulo. Diogo é Bacharel em Direito pela Universidade Católica de Petrópolis e Mestre em Ciência Política pela Columbia University de Nova York.  Seu blog: http://www.capitalismoparaospobres.com
 
 
link:
 
 
 
 
 
 
 
 

LOBÃO, A PERSONALIDADE BRASILEIRA DE MAIOR DESTAQUE EM 2013.

Lobão, cujo nome de batismo é João Luiz Woerdenbag Filho, um dos pioneiros do rock brasileiro e que conta com uma enorme legião de fãs, demonstra que sua competência não se circunscreve somente à música, mas também à letras, haja vista para o seu recente livro que está entre os mais procurados nas livrarias.
A par de manejar bem as palavras, Lobão também demonstra outras qualidades, desde que renegou seu apoio ao esquerdismo em que militou no passado abraçando a causa democrática.  
Lobão tem revelado, não só no que concerne ao seu livro, mas em inúmeras intervenções, seja como entrevistado ou por meio de seus ‘hangouts’ (programas de vídeo via Youtube), que tem ideias muito claras sobre a realidade brasileira e reúne conhecimento histórico e político de excelente nível.
Dono de uma simplicidade e generosidade pouco vistas na seara em que atua, Lobão que já era uma festejada celebridade no rock nacional, neste ano de 2013 consagrou-se também como um analista político e social super atilado. Prova disso é que a maioria dos veículos da grande imprensa dominados pelo pensamento politicamente correto e coalhados de tietes de Lula, José Dirceu, Genoino, Chico Buarque e Caetano Veloso, passaram a ignorá-lo. 
É que Lobão, como relatou num de seus hangouts, chegou à conclusão, por suas próprias reflexões, que não poderia continuar patinando no esquerdismo delirante. Teve, portanto, a dignidade de admitir publicamente que mergulhara num equívoco que durou alguns anos e que sentiu que tinha o dever, como cidadão, de expor suas ideias e de contribuir para o debate político que sofreu um desgaste irreparável desde que os jagunços ideológicos foram alçados ao poder. 
Mas o que é muito importante salientar é que Lobão, a partir dessas suas próprias constatações, teve a coragem que poucos têm, ou seja, de confessá-las. E mais do que isso: partiu para a ação colocando o seu prestígio e, sobretudo o seu conhecimento e competência, em favor da luta pelo Estado de Direito Democrático, pelas liberdades civis, pela moralidade e a boa ética, sustentáculos do regime democrático verdadeiro e que vêm sendo solapados pelo desgoverno do PT. 
Se as redes de televisão, com exceção do programa do Danilo Gentili que o entrevistou sobre seu livro (aliás, cabe um parênteses para o destaque ao grande Danilo Gentili que também não se curva ao pensamento único) - e demais jornalões viraram as costas para Lobão, a revista Veja não apenas registrou a nova faceta literária e política do já famoso Lobão, mas o contratou como articulista mensal na revista impressa.
Escrevo estas linhas com incontida satisfação pela atitude tomada por esse artista que, com desassombro e coragem que faltam à maioria, não se limitou a seguir a manada que vive  catando caraminguás oficiais no terreiro do PT. Também tenho que render a minha homenagem ao Grupo Abril que edita a revista Veja, ao abrir o merecido espaço ao Lobão, a par do impecável trabalho jornalístico com o qual brinda os leitores brasileiros, seja na revista imprensa como também no seu site na internet.
Por tudo isso, Lobão merece o título de personalidade brasileira de 2013. É isso aí! Força Lobão! 
 
link
 
 
 
 
 
 
 

Perseguição ideológica na UFSC

     
     
     
    A batalha contra a doutrinação ideológica nas universidades federais continua. Já mostrei aqui vários casos. Um deles dizia respeito ao convite que a UFSC fez para que o terrorista assassino Cesare Battisti palestrasse para seus alunos, em evento com outro palestrante do MST e um “funkeiro”.
    Pois bem: além da doutrinação marxista nas faculdades, agora há uma modalidade nova, que é a perseguição ideológica aos que discordam. Não basta enfiar Marx goela abaixo dos alunos inocentes, pintar murais com a imagem do assassino Che Guevara e criar matérias inteiras só sobre o marxismo. É preciso intimidar e calar os que ousam pensar de forma independente.
    Foi o caso de Antonio Pinho. Jovem conservador da área de letras (raridade), resolveu criar um site chamado UFSC Conservadora. Com mais alguns amigos, chegou a fazer um protesto na faculdade contra a vinda do assassino italiano, o que repercutiu bastante. O evento chegou a ser cancelado devido à pressão de muitos alunos e gente de fora.
    Qual não foi a surpresa de Pinho ao chegar em casa um belo dia e encontrar uma intimação da Justiça! Sim, ele está sendo processado… por usar o nome da UFSC indevidamente, em um site “preconceituoso” (?). Eis o teor do processo:

    Processo UFSC
    Na íntegra do processo, o qual tive acesso, consta a notificação inicial da universidade e a origem da denúncia. Vejam:
    Slide2
    Importante: notem que a denúncia passou pelo gabinete da reitoria, como fica claro com carimbo e tudo. Trata-se de uma senhora ligada ao PSOL!
    Vejam a cara de pau: “Não desejo adentrar ao mérito da questão, se estão certos ou não”. Mesmo? Quer dizer, então, que o problema é simplesmente a associação do nome da faculdade a opiniões não oficiais? De verdade? Como disse Bruno Garshagen:
    Para que o caso não ganhe contorno de perseguição ideológica (o que jamais passaria pela minha cabeça em se tratando de uma universidade pública), seria bom perguntar à coordenadoria que enviou a carta se os responsáveis pelos sites e perfis no Facebook da UFSC LGBT, UFSC à Esquerda, União da Juventude Socialista da UFSC, União da Juventude Comunista da UFSC também foram notificados por “utilização ilegal do nome” da UFSC.
    UFSC esquerda
    Claro que não teremos resposta. Um peso, duas medidas. O velho duplo padrão da esquerda. UFSC LGBT não tem problema, não mancha o nome da universidade, não é “preconceituosa”. Mas UFSC Conservadora é demais da conta! Como ousam? Que respondam na Justiça!
    E ai de quem afirmar que há doutrinação e perseguição ideológica nas universidades públicas. Não passa de um conservador paranóico…

    Publicado no blog do autor em 30 de novembro de 2013.
     
     
    link:
     
     
     
     
     
     
                    





    Não dá pra dizer quais são os piores petistas: os 13% que apoiam os mensaleiros ou os 87% que os condenam, mas continuam votando no PT.

     

     


     

    Petistas fazem vigília na frente da Papuda: até bandeira de Cuba.
     
    O presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, ainda tem uma pontuação modesta quando colocado como candidato ao Palácio do Planalto: só 15%, segundo o Datafolha.
     
    Mas Barbosa se aproxima de uma quase unanimidade nacional quando toma decisões sobre o caso do mensalão. Para 86% dos brasileiros, o presidente do STF agiu bem ao mandar prender os mensaleiros condenados no feriado de 15 de Novembro, dia da Proclamação da República. O dado é da pesquisa Datafolha realizada nos últimos dias 28 e 29, em todo o país.
     
    O mais interessante é quando esse dado é estratificado por preferências partidárias. Entre os simpatizantes do PT, 87% dizem que Barbosa agiu bem ao mandar prender os mensaleiros no feriado. Como a margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, seria um erro dizer que o apoio às prisões entre petistas (87%) foi maior do que a média entre todos os entrevistados (86%). Há aí uma situação de empate técnico.
     
    Já entre os adeptos do PSDB, o percentual dos que apoiam a ação de Barbosa é mesmo bem acima da média nacional. Para 99% dos tucanos o presidente do STF agiu corretamente.
     
    O Datafolha quis saber também se os brasileiros tomaram conhecimento do episódio das prisões dos mensaleiros. A imensa maioria (82%) respondeu positivamente.
     
    Como houve muita controvérsia a respeito da data das prisões e da forma como foi efetuada a ação, com ampla divulgação pela mídia, o Datafolha elaborou uma terceira questão. Perguntou se Joaquim Barbosa tomou a decisão "para se promover pessoalmente" ou se "agiu de acordo com a Justiça e fez o que deveria ser feito".
     
    Para decepção de vários integrantes da cúpula do PT, a resposta da maioria dos entrevistados pelo Datafolha foi a favor de Barbosa. Para 78%, ele "agiu de acordo com a Justiça". Outros 10% acham que ele desejou se promover. E 12% disseram não saber opinar. Entre petistas, vai a 80% a taxa dos que acharam que o presidente do STF "agiu de acordo com a Justiça". O percentual sobe para 84% entre os que tomaram conhecimento do episódio.(Folha Poder) 
     
     
    link:
     
     
     
     
    http://coturnonoturno.blogspot.com.br/2013/12/nao-da-pra-dizer-quais-sao-os-piores.html
     
     




    Tribunal de Justiça de Minas, por unanimidade, anula processo contra Aécio que vinha sendo utilizado para acusá-lo de “desvio” de dinheiro público.

    Aécio: acusação era sobre se verbas para saneamento básico podiam ser consideradas investimentos em saúde (Foto: Luiz Alves / Agência Senado)
    O Tribunal de Justiça de Minas Gerais, por unanimidade, anulou ontem o processo movido contra o senador e ex-governador Aécio Neves (PSDB-MG) por uma promotora de Justiça que questionava os critérios de investimento do Saúde durante parte de seu período à frente do governo do Estado (o mandato se estendeu de 2003 a 2010).
    A ação judicial questionava se os 4,3 bilhões investidos em saneamento por empresa pública do estado poderiam ser considerados gasto em saúde, mas adversários do presidenciável tucano e blogs alugados espalhados por toda parte acusavam-no de “desvio de dinheiro público” — como se o ex-governador tivesse desviado, para si, dos cofres públicos.
    Acusavam-no, portanto, de ladrão.
    Na decisão,os desembargadores – os mesmos que julgaram o recurso  técnico anterior –  questionaram as motivações da promotora, que, segundo a decisão, não tinha competência legal para mover a ação. Registraram também que, na mesma época, diversos outros  Estados seguiram o mesmo procedimento sem infringir qualquer lei.
    O processo decidido pelo TJ mineiro é algo a que estão sujeitos quaisquer ex-governantes: a uma ação de iniciativa do Ministério Público estadual, no caso tendo à frente a promotora Josely Ramos Pontes, que questionou, junto à Justiça, os critérios dos investimentos em saúde feitos por Aécio como governador.
    O principal ponto do processo era impugnar que fossem considerados investimentos em saúde, além do dinheiro dos cofres estaduais aplicados no setor, os recursos próprios aplicados pela estatal Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) em saneamento básico (água e esgotos).
    Além disso, a promotora levantou a possibilidade de que houvessem sido transferidos fundos do Tesouro de Minas para a Copasa, o que não seria legal. A Advocacia-Geral da União, que defende perante a Justiça os ex-governadores, apresentou provas de que não houve transferência de dinheiro — a única forma de o Tesouro de um Estado injetar recursos numa empresa pública é via aumento de capital, o que não ocorreu, segundo a Comissão de Valores Mobiliários, que fiscaliza empresas com capital em bolsa, como é o caso da Copasa.
    Foram apresentados também documentos de auditorias realizadas pela própria empresa e por empresas especializadas independentes corroborando que não houve injeção de dinheiro.
    MP estadual também processou Itamar pelo mesmo motivo
    Diga-se de passagem que não se tratou de uma “acusação” apenas contra Aécio. A mesma integrante do Ministério Público mineiro, junto com outros dois colegas, já movera ação semelhante contra o ex-governador e ex-presidente Itamar Franco, que governou Minas entre 1999 e 2003 — um homem público probidade reconhecida até por inimigos. O ex-presidente faleceu em 2011, quando exercia mandato de senador.
    A promotora pretendia que a Justiça enquadrasse Aécio por improbidade administrativa (lei nº 8.429, de 1992).
    O ex-presidente Itamar
    O ex-presidente Itamar Franco: de reputação ilibada, sofreu o mesmo tipo de processo por seu governo em Minas (Foto: Agência Senado)
    Tanto Aécio como o ex-presidente Itamar — cujo processo foi extinto por sua morte — estariam enquadrados na legislação porque teriam deixado de seguir conduta obrigatória, não investindo em saúde os percentuais do Orçamento estadual previstos em lei, mesmo que não tenha havido prejuízo ao Tesouro.
    No entender da promotora, teria ocorrido “um dano moral”.
    “A acusação é apenas de um suposto desvio de finalidade na utilização dos recursos”, disse Aécio ao blog ainda no curso do processo. “Não existe nenhum centavo desaparecido de nenhum lugar”. Ademais, acrescenta o senador, “os valores referem-se a investimentos em saneamento feitos nas regiões mais pobres do Estado. ( pequenas comunidades dos vales do Jequitinhonha e Mucuri ), o que ajudou a salvar a vida de milhares de crianças pobres”.
    O senador considerou, na ocasião, que o processo tem “claro viés político”.
    Governo Lula fez coisa parecida, e foi considerada legal
    Se a tese defendida pelo MP estadual mineiro valesse, até o governo federal lulopetista teria problemas, uma vez que, durante o lulalato, recursos do programa Fome Zero foram declarados como investimentos em saúde e aceitos sem problemas pelo Tribunal de Contas da União (TCU).
    Vários Estados brasileiros atuaram da mesma forma, inclusive Estados com governadores petistas, como o Rio Grande do Sul, com Tarso Genro.
    Os percentuais dos orçamentos da União, dos Estados e municípios foram estabelecidos em setembro de 2000 pela Emenda Constitucional nº 29, aprovada pelo Congresso. Houve, porém, uma grande disputa política pela regulamentação da emenda, que se estendeu até o ano passado.
    Enquanto a emenda não foi regulamentada, ficou cabendo aos tribunais de contas dos Estados a decisão sobre o que podia ou não ser classificado como investimento em saúde. No caso mineiro — como, aliás, nos dos demais Estados em idêntica situação –, o Tribunal de Contas considerou regular a conduta do governo.
    Em Minas, o Tribunal “recomendou”, porém, que se diminuíssem os valores investidos pela estatal de saneamento.
    A campanha que estava em curso na web acusando Aécio de crimes, insinuando que houve “desvio” como se fosse roubalheira, era orquestrada por gente, sobretudo do PT e de grupos de esquerda radical, com o evidente objetivo de atingir o candidato do PSDB à Presidência em 2014.
    Até jornalistas críticos duríssimos do partido e dos tucanos, porém, vinham mostrando que se tratava de mentira. Vejam, por exemplo, este link.
     
    link:
     
     

    sábado, 30 de novembro de 2013

    Reforma aprovada no Senado pode punir comentários na internet 'ofensivos' a políticos com 1 ano de prisão e R$30 mil de multa

    A difusão de mensagens e comentários "ofensivos" à honra ou à imagem de candidatos, partidos e coligações será considerada crime e punível com cadeia e multa para o autor e seu contratante caso a presidenta Dilma Rousseff sancione sem vetos uma lei enviada pelo Congresso ao Palácio do Planalto na segunda-feira 25. A criminalização pode valer já na eleição de 2014. Para a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), há risco à liberdade de expressão.


    link:

    http://gracanopaisdasmaravilhas.blogspot.com.br/2013/11/reforma-aprovada-no-senado-pode-punir.html