O Lucas Mendes comentou sobre como anda a Educação dos EUA. Uma piada! Me lembrei até do texto do Carl Sagan, sobre a péssima qualidade de ensino das escolas norte-americanas, que eu publiquei há algum tempo.
Segundo ele, o sistema educacional norte-americano está em 18º lugar em formaturas no curso secundário. Nos últimos testes internacionais de matemática, os adolescentes americanos ficaram em 36º lugar entre 57 países mais avançados e em 29º em ciências, o que não é de se estranhar quando vemos os fanáticos criaBURRIcionistas de lá enchendo o saco para não ensinarem a Teoria da Evolução, entre outras matérias de suma importância, só porque isso contradiz o tosco livrinho mágico que fala de dragões e unicórnios. Muito provavelmente, mandarão excluir os trabalhos de Copérnico, Galileu e Kepler, pois como todos nós sabemos, a Terra é chata feito pizza, e é o centro do Universo. Rá!
Aqui, em breve, teremos algo semelhante, caso a digníssima ex-seringueira Marina Silva seja eleita, já que ela é criaBURRIcionista e quer se fazer na política, para não ter mais que tirar leite do pau. Para saber mais sobre isso, leia AQUI. Com a diferença que o Ensino Superior dos EUA ainda possui um diferencial, liderando em termos de qualidade. Só que o número de escolas de baixa qualidade progride com mais rapidez do que as boas faculdades.
Havia uma previsão das escolas públicas de Washington terem um severo corte de 5% no orçamento deste ano. Cerca de US$ 40 milhões a menos. Resultado: professores seriam demitidos e os estudantes frequentariam turmas maiores. Isso significa dizer que os porcos das cadeiras legislativas e executivas de Washington, para vergonha do homenageado que ajudou a fundar aquele país, muito provavelmente leram as babaquices do Gustavo Ioschpe (que entende tanto de educação quanto meu hamster com Síndrome de Down entende de combustíveis de foguete) e viram que o caminho para a Educação era encher as salas de alunos, ficando com professores excedentes, os quais seriam sumariamente demitidos. Lindo isso! Finalmente, o Brasil exporta tecnologia… a tecnologia de fazer analfabetos e ferrar com a cultura. Aliás, para que professores? Basta colocar um ministro, ou membro da Fundação Templeton, entregando aquela merda de livro dos pandas ou – se tiverem um pouquinho de coragem de assumir o que são – entregam logo a Bíblia, à guiza de livro sientíficu.
A equipe Jedi de Obama Wan Kenobi reagiu com um pacote que destinou 100 BILHÕES de dólares, mediante o chamado Recovery Act, o que evitou uma demissão em massa de professores do Ensino Fundamental.
Em Cleveland, no estado norte-americano de Ohio (Ó Raios!), a educação básica, chamada lá de Elementary School, está sob a norma SWBAT (não, não tem nada a ver com operações policiais). SWBAT é acrônimo de Student Will Be Able To (O Aluno Será Capaz De…). Segundo este programa, os alunos terão que estar aptos a demonstrar domínio sobre QUALQUER COISA que lhes tenham sido ensinados. Ou seja, não será como no Brasil, onde o que os alunos aprendem num bimestre, esquecem no outro (pô, isso foi mês passado!) e ninguém se importa. Segundo, o colunista Bill Turque, Cleveland é uma das cidades com melhor desempenho. E a proposta do SWBAT é agressiva: o aluno TEM que sair sabendo.
Já o Governador Exterminador do estado da Califórnia acha que é um imenso gasto de dinheiro desnecessário imprimir livros didáticos, os quais teriam que ser recolhidos e reeditados para o caso de erros ou mesmo de atualização do conteúdo. Assim, Schwarzenegger vê que é mais fácil disponibilizar livros sob o formato digital e opensource, onde os conteúdos poderiam ser facilmente alterados e a atualização imediata. Isso, segundo a ABC News, reduziria em 350 milhões de doletas o custo com material educacional. Uau! Se fizermos as contas, sai muito mais barato comprar um Kindle do que livros didáticos. Levando em conta uma média de 30 reais por livro, tendo 15 disciplinas, teríamos 450 reais (não estou levando em conta a superfaturação). O Kindle sai mais barato, a menos que seja aqui no Brasil, mas já existem versões de e-readers nacionais, apesar do preço ser um pouco salgado ainda (nesse caso, o mais simples sai a 650 contos).
Críticos argumentam que isso demandaria tecnologia e a necessidade de treinar professores. E eu pergunto: Por quê? Por causa da PÉSSIMA formação dos professores, que ao invés de dominarem sua disciplina, são bombardeados na faculdade com matérias pseudocientíficas como Psicologia da Educação, Didática etc. Qual o problema de educar os educadores? Eles não perderão nada e transformarão o conhecimento adquirido em ganho, não só para ele, como pro Estado. Isso acarretará num alavancamento ou verticalização do processo ensino/aprendizagem (MEU DEUS! Estou falando como pedagogo!).
Mas nem todo político pensa assim. Durante o governo de Bush 2 – A Missão, foi implantado o projeto No Child Left Behind, que obrigava cada Estado a garantir que seus estudantes aprenderiam matemática e a ler, mas não definiu critérios nem padrões. Assim, Estados como o Mississippi burlam a pesquisa. O Mississipi anunciou que 89% dos seus alunos dominavam as duas matérias, a mais alta porcentagem do país. O Estado simplesmente fez como aqui: baixou o padrão! Aqui, acabamos com a repetência ao promover a aprovação automática. Perfect!
Quando um grupo independente realizou um teste no Mississipi, que não possuía nenhuma questão sobre Jazz, só 18% (de-zoi-to!) dos alunos sabiam ler e fazer as contas, a pior porcentagem de todos os Estados. E eu imagino o quão bem foram esses alunos.
Em contra-partida, as chamadas Kipps Schools (Knowledge Is Power Program) apresentam um grau de qualidade bem superior. A larga maioria dos alunos dessas escolas são negros e latinos. As notas dos estudantes são iguais ou superiores aos das melhores escolas americanas.
Nelas, o estudo é intensivo, com horário integral. Professores com dedicação exclusiva, disponíveis 24/7 para ajudar a qualquer aluno que ligue por causa de uma dúvida. Há muito, muito tempo, o então governador do Estado do Rio, Leonel Brizola, implantou os CIEPs (Centro Integrado de Educação Pública). Onde os alunos entravam de manhã, assistiam aulas, almoçavam, faziam dever de casa com auxílio de professores, praticavam esportes e voltavam pra casa de banho tomado. Como tudo no Brasil, foi absurdamente desmantelada. Hoje é sinônimo de vergonha, onde as salas foram divididas ao meio, mas só com a metade da parede, isto é, o professor tá dando aula e fica de frente para outra sala, com outro professor, e ambas as turmas ouvem as duas aulas simultaneamente, com a algazarra e indisciplina de sempre.
Na semana passada li uma entrevista veiculada pela Veja com Martin Carnoy, que comanda um centro voltado para pesquisas sobre educação. Tá, eu sei que é a Veja é um lixo de publicação, mas até mesmo um relógio está certo duas vezes por dia. Ademais, não estou afirmando ou negando, estou apresentando os fatos e cada um decida o que acreditar.
Segundo Carnoy, o ensino anda este lixo por causa de professores mal-preparados, pois ficam mandando os alunos copiarem a matéria do quadro, mas não aplicam nada daquilo de modo a fundamentar o conhecimento. Eu, particularmente, vejo professores tão mal-preparados que nem matéria no quadro colocam; mandam “iluminar” (sic) trechos do livro com caneta marca-texto. eu só fico em dúvida se o aluno deve acoplar uma lâmpada em cada página. A má preparação vem das besteiras psicopedaimbecis de pseudoprofissionais escrotos batizados de (desculpem a kmá palavra) pedagogos.
O melhor trecho é:
Falta ao Brasil entender o básico. Os professores devem ser bem treinados para ensinar – e não para difundir teorias pedagógicas genéricas. As faculdades precisam estar atentas a isso. Um bom professor de matemática ou de línguas é aquele que domina o conteúdo de sua matéria e consegue passá-lo adiante de maneira atraente aos alunos. Simples assim. O que vejo no cenário brasileiro, no entanto, é a difusão de um valor diferente: o de que todo professor deve ser um bom teórico. O pior é que eles se tornam defensores de teorias sem saber sequer se funcionam na vida real. Também simplificam demais linhas de pensamento de natureza complexa. Nas escolas, elas costumam se transformar apenas numa caricatura do que realmente são. (…) Falta um olhar mais científico e apurado sobre o que diz respeito à sala de aula. É bem verdade que esse não é um problema exclusivamente brasileiro. Especialistas no mundo todo têm o hábito de martelar seus ideários sem se preocupar em saber que benefícios eles trarão ao ensino. Há um excesso de ideologia na educação. No Brasil, a situação se agrava porque, acima de tudo, falta o básico: bons professores.
Carnoy metralha que o Brasil, assim como outros países, beiram a mediocridade, já que não exigem desempenho dos alunos; afinal, coitadinhos, eles precisam de amor e sim, Robson, eu sou do tipo do professor mau, pérfido e cruel que espera que o aluno aprenda e não decore hoje para esquecer amanhã, por não haver uma cobrança contínua no conhecimento.
Se um aluno aprende no Ensino Fundamental os conceitos básicos da Matéria (possui massa, ocupa lugar no espaço etc), não é necessário repetir isso a cada vez. Mas é o que fazemos sempre. Quando eu falei que começo o bimestre com provas difíceis, de modo o aluno ver que não será fácil e começar a estudar, eu quase fui linchado, pois isso massacra as pobres criancinhas que sabe as letras de músicas dos Jonas Brothers ou Hanas Montanas da vida, ou sei lá como chama aquelas aberrações andróginas que pululam nos aipódis.
Falta insistência em querer boa formação dos alunos, mas isso só será possível com boa formação dos professores. Professores são seres humanos, sensíveis às características humanas, como preguiça e indolência. Todos sabemos como é uma bosta lecionar nos colégios estaduais. Mas os concursos são lotados e até fraudam. Com a estabilidade, podem simplesmente faltar a torto e a direito, só recebendo salário que, ainda que pouco, serve de complemento de renda, sem esforço nenhum. Isso acarreta problemas para professores de verdade que vão lá fazer o seu trabalho, mas são impedidos pelos vagabundos que não querem nada! Esse tipo de profiçionau é altamente descartável e sim, devem ser demitidos. Que vão trabalhar vendendo pipoca na praça. Se queremos excelência de ensino, precisamos exigir excelência dos professores, com boa remuneração, boa condição de trabalho e com exigências trabalhistas dentro da realidade. Não se pode aceitar pouco, como se fosse bom.
A geração de hoje está perdida. Temos que investir nos alunos do Fundamental 1 de hoje, para que cheguem nas faculdades e tenhamos não só professores, mas mestres, e não estou falando de mestrado, pois mestrado em Educação não se provou ser fator de melhora de Ensino, e sim um difusor de ideologias do século XIX. Preparando as crianças para o futuro, teremos algo menos caótico do que antevemos hoje. Só aí o verdadeiro desenvolvimento começará.
Mas isso demora muito. Melhor dar cheque-cidadão e bolsa-whatever para garantir que eu seja eleito hoje…
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